O ex-prefeito Melki Donadon (PHS) visitou, na manhã de hoje, a redação do FOLHA DO SUL ON LINE. Dirigindo o próprio carro, Donadon foi recebido pelo editor da página eletrônica, Dimas Ferreira, e disse que, por enquanto, não pensa em concorrer nas eleições do ano que vem. Segundo avalia o ex-mandatário, que governou a cidade por duas vezes e conseguiu emplacar o primo, Marlon, como seu sucessor, o momento é de cautela.
Sobre eventuais impedimentos jurídicos que poderiam deixá-lo fora da próxima disputa, Melki é enfático: “Nos dois processos em que fui punido, não tive qualquer participação nas irregularidades apontadas”, garante. Na primeira ação movida contra ele, em 2010, a justiça sequer tomou seu depoimento, segundo conta. O processo foi motivado por um comício feito num empreendimento imobiliário, caracterizando “captação ilícita de votos”.
O segundo caso envolve a confecção de um jornal, cujo formado seria ilegal, conforme denunciou o Ministério Público na época. O informativo sequer chegou a ser distribuído, mas rendeu a segunda condenação ao ex-prefeito. Ele está recorrendo de ambas as condenações.
Melki diz que pensa, seriamente, em ficar de fora do pleito do ano que vem. Segundo ele, caso sua decisão seja mantida, também não lançará outro nome, nem mesmo o da irmã, Raquel Donadon, ex-secretária municipal de Educação e tida como sua opção preferencial para entrar na disputa, se sua candidatura for indeferida.
Melki disse que tem levado uma vida rotineira longe do poder: busca os filhos na escola, freqüenta uma igreja evangélica e, para sustentar a família, atua na área de projetos de usinas hidrelétricas. Aliás, a construção de uma PCH da qual é sócio está na fase final e deverá gerar energia até o final do ano. O empreendimento fica a poucos quilômetros da área urbana, em uma fazenda que teria pertencido a outro ex-prefeito: Ademar Suckel, que administrou o município entre 93 e 96 e a quem, coincidentemente, o próprio Donadon sucedeu quando disputou seu primeiro mandato em Vilhena.