Mudança já vale para as próximas eleições
 
Em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira, 22, o Parlamento vilhenense aprovou o aumento do número de vereadores na cidade, que passa dos atuais dez para 13 na próxima legislatura. 
A análise da matéria teve votos contrários, dos vereadores José Garcia (DEM), Maria José da Farmácia (PDT) e Professora Valdete Savaris (PPS). 
A surpresa foi a mudança de opinião, e de voto, da vereadora Maria José da Farmácia, que no primeiro turno se manifestou favorável ao aumento de cadeiras no Parlamento Municipal. A pedetista se justificou, dizendo que nos dias entre uma votação e outra pode analisar melhor a situação, conversar com a população e decidir a mudar de idéia. “Nestes dez dias entre votação e outra eu refleti, conversei com a população e o que eles querem é que continuem as dez cadeiras na Câmara Municipal”, disse.
Maria José disse ainda que o voto contrário também levou em consideração as circunstâncias que o país vive, e em especial pelo que o município passa e pontuou: “Eu acho que este repasse para a Câmara deva ser estudado e podemos pensar até numa redução deste valor, investindo o que for economizado na educação e na saúde”, sugeriu Maria José.
A vereadora do pedetista citou o exemplo da Câmara de Ji-Paraná, que segundo ela tem um número maior de vereadores e cujo percentual repassado pela prefeitura (5%) é inferior ao do Legislativo vilhenense, que recebe 7% do orçamento. 
Para o presidente do Parlamento Municipal, vereador Junior Donadon (PMDB) o aumento de cadeiras não deve trazer muitas mudanças estruturais. “A estrutura está preparada para receber os 13 vereadores, porque a cidade já teve 13 representantes na Câmara Municipal. A redução foi devido a uma alteração na legislação, mas hoje a cidade de Vilhena poderia ter até 17 vereadores, pelo número de habitantes que possui, mas foi um consenso entre os vereadores que esse aumento fosse de três cadeiras”, disse. 
O presidente disse ainda que com 13 vereadores haverá uma melhor fiscalização e a população terá maior representatividade. Donadon reiterou que não haverá aumento no repasse à Câmara. “Não haverá aumento de repasse, o que irá acontecer será uma readequação administrativa dentro dos gabinetes”, garantiu.