Carmozino, Cabeludo, Graebin e Célio Batista votaram contra; Garcia se absteve

Nos moldes de como era antes das muitas prisões que atingiram o primeiro escalão da administração do prefeito Zé Rover (PP), hoje quem esteve presente na sessão da Câmara Municipal de Vilhena pode observar o retorno da “Tropa de Choque” na Casa, que barrou o requerimento proposto pelo vereador Jairo Peixoto (PP) que pedia a ao Executivo a lista com nomes , endereços e telefone das pessoas que tiveram agendamento de exames liberados pela Central de Regulação. 

A intenção, segundo Peixoto, é fazer um comparativo dessas pessoas que foram atendidas neste período com outras que ainda aguardam agendamento para descobrir se há algum tipo de favorecimento de uns em detrimento de outros. “Tem pessoas que aguardam pelo agendamento há mais de seis meses, e nós precisamos dar uma respostas a elas. Que o município nos informe, porque destinamos emendas impositivas para a contratação de tomografias e ressonâncias, e a Secretaria de Saúde pediu que redirecionássemos esses valores, porque esses exames já haviam sido contratados”, pontuou o edil, que não concorreu à reeleição. 

O parlamentar do PP contou com o apoio da vereadora Professora Valdete Savaris (PDT) que antecipou que votaria a favor do Requerimento antes de pedir uma postura mais firme da Casa de Leis no tocante a cobrar do Executivo que atenda as solicitações feitas via requerimento. “Fiz um pedido a mais de 30 dias quanto à relação de pessoas exoneradas e os valores recebidos nessas demissões, e até agora não recebi resposta cabível conforme o requerimento aprovado”, explicou e continuou: “Este requerimento é de suma importância que seja aprovado, porque há muitas pessoas que solicitaram o agendamento de exames de ressonância no início do ano e não tiveram ainda uma data agendada para a realização do exame, enquanto sabemos de gente que fez suas consultas a pouco mais de um mês e já recebeu seus exames. Então é importante saber quem está recebendo e por quem foram marcados esses exames”, finalizou. 

Já o vereador Carmozino Alves (SD), disse entender a importância do tema, mas antecipou que votaria contra requerimento, explicando que ao pedir o endereço e telefone das pessoas que realizaram esses exames, o vereador estaria quebrando o sigilo dos pacientes. 

Peixoto argumentou que as informações são necessárias para se que verifique junto a essas pessoas quando e de que forma aconteceram os agendamentos. “Se for quebra de sigilo, a procuradoria do município irá se manifestar; eu acredito que não seja. Para nós sabermos dessas pessoas a quanto tempo está agendada na Central de Regulação precisamos fazer assim”, pontuou. 

Mas, com votos contrários de Carmozino Alves, Vanderlei Graebin, Marcos Cabeludo e Célio Batista, e com a abstenção de do vereador José Garcia, o requerimento foi reprovado.