Entrevista contou com o comandante geral da Polícia Militar e de representante da SEJUS
Em uma entrevista coletiva no final da tarde de ontem (quarta-feira, 20), foi apresentado à sociedade o resultado da “Operação Portal”, através da qual forças de segurança e do Exército agiram conjuntamente em revista minuciosa, inclusive com detectores de metal, aparelhos eletrônicos e cães farejadores, no Centro de Ressocialização Cone Sul, presídio a poucos quilômetros da área urbana de Vilhena.
A operação, como explicou o General de Brigada José Eduardo Leal de Oliveira, se sustentou no Decreto Presidencial de 17 de janeiro de 2017, que garantiu o emprego do Exército na garantia da lei e da ordem nas dependências dos estabelecimentos prisionais. As operações nos presídios de Rondônia (cinco em Porto Velho, dois em Ariquemes e o de Vilhena) ocorreram por solicitação do governador Confúcio Moura (PMDB).
De acordo com o General, foram empregados na operação 44 veículos, nove detectores de minas, dois detectores de aparelhos eletrônicos, quatro cães farejadores. A ação teve a participação de 221 militares das Forças Armadas e 98 integrantes dos órgãos de segurança pública (policiais Militares e Civis, Bombeiros e Agentes Penitenciários).
Na operação foram encontrados sete aparelhos celulares, seis carregadores, cinco chips, 23 pacotes de substâncias suspeitas de serem entorpecentes, um isqueiro, 115 instrumentos cortantes, 229 instrumentos perfurantes, dois pêndulos para drogas, 18 pacotes de fumo, 11 cachimbos improvisados e 13 barras de ferro. Todo o material foi entregue à Polícia Civil. “É importante ressaltar que em nenhum momento os homens do Exército tiveram contato com os apenados; eles foram retirados das celas por agentes da segurança pública e mantidos em um local determinado; e só então nós entramos nas celas e fizemos a varredura”, explicou o comandante da operação que durou cerca de 10 horas.
De acordo com o General Leal, respondendo a questionamento do FOLHA DO SUL ONLINE, o resultado justifica todo o aparato usado para a realização da Operação Portal. “Sem dúvida nenhuma, porque apenas as forças de segurança não conseguiriam encontrar tudo o que nós encontramos, já que eles, infelizmente, não possuem os equipamentos que temos, como os detectores de metal e aparelhos eletrônicos; assim como não dispõem de cães farejadores”, disse o general, antes de concluir: “Só objetos de corte e perfurantes foram mais de 340. É mais de um para cada preso”, disse.
Reforçando a resposta do Comandante da Operação, o representante da Secretaria de Estado da Justiça, Fabrício Leme, ressaltou que a retirada desses objetos do poder dos apenados, além de proporcionar a segurança deles próprios, tem um efeito psicológico positivo nos servidores que trabalham na unidade e que se sentem mais seguros.
Sobre o nome da Operação, o General Leal explicou que a escolha deu-se por Vilhena ser a porta de entrada, segundo ele, não apenas para o Estado de Rondônia, mas para a Amazônia.