Juiz concede liminar obrigando Estado e município a manter atendimento
 
O FOLHA DO SUL teve acesso a documentos que mostram o drama de cerca de 150 pacientes que sofrem de Doenças Renais Crônicas, e que, para sobreviver, dependem de sessões de hemodiálise na cidade de Cacoal. A situação é tão grave, que o Ministério Público precisou entrar na justiça para garantir o atendimento a essas pessoas, que estão correndo risco de morrer.
 
O tamanho do problema foi exposto num ofício da empresa TRS Centro de Diálise de Cacoal, ao promotor de justiça Marcos Ranulfo Ferreira. No documento, a firma diz que, em virtude do preço e da falta de pagamentos, vai deixar de atender os pacientes.
 
No mesmo ofício, uma médica nefrologista (especialista em rins) relata a situação de uma paciente com Covid-19, que seria encaminhada ao hospital de campanha montado pela prefeitura de Cacoal. O problema é que a unidade não dispõe dos medicamentos e materiais que a mulher precisa usar (CONFIRA AQUI).
 
Diante desta situação, para garantir que ninguém morra, Ranulfo entrou com uma Ação Civil Pública contra o Estado e o município, para que ambos se entendam com a empresa terceirizada e voltem a oferecer o atendimento (LEIA AQUI).
 
No mesmo dia (hoje, 29 de janeiro), o juiz Elson Pereira de Oliveira Bastos, da 3ª Vara Civel de Cacoal, concedeu liminar, determinando que os dois entes denunciados garantam o tratamento dos doentes, a maioria ainda não contaminada pela Covid-19.