MPF também recebeu material e mandou Flori se manifestar
 
Recentemente, o FOLHA DO SUL ON LINE mostrou que, na queda de braço entre o prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), o mandatário tem levado a melhor sobre o órgão federal.
 
O caso extrapolou os limites políticos e administrativos, indo parar na justiça, com trocas recíprocas de acusações. No penúltimo round, Flori conseguiu decisão que autoriza o sequestro de R$ 2,6 milhões das contas bancárias do DNIT.
 
O dinheiro custearia as obras que o município executa nos trechos urbanos das duas rodovias federais que cortam a cidade, mas nenhum centavo foi encontrado nos bancos (CONFIRA AQUI).
 
E a refrega segue também em outros órgãos judiciais e de fiscalização, onde o DNIT protocolou um pedido para que, tanto o próprio Flori quanto o secretário de Obras, Laércio Torres, sejam investigados. No entender da autarquia, os dois estariam incorrendo em improbidade administrativa e causando dano ao patrimônio ao executar obras às margens da BR 174.
 
Por trás da nova denúncia contra o prefeito está a decisão dele de executar obras em uma rotatória da rodovia para desafogar o fluxo de veículos que descem para a região central de Vilhena. O DNIT considera que a intervenção sem prévia autorização da autarquia é ilegal (ENTENDA AQUI).
 
Um dos que receberam o material, recheado de fotografias, para investigar o prefeito e o secretário, foi o procurador-geral de Justiça de Rondônia, Ivanildo de Oliveira, que despachou a papelada de Porto Velho para Vilhena. Após passar pela Curadoria da Probidade, os documentos seguiram para a de Urbanismo.
 
Ao analisar as acusações, o promotor Elício de Almeida e Silva deu uma “descascada” no próprio DNIT antes de mandar arquivar a denúncia: “Assim, em que pese constatada a intervenção no local, entendo que a conduta denunciada se mostra de inequívoca insignificância, cuja irregularidade quanto a ausência de autorização poderá ser equacionada na seara administrativa, entre os órgãos competentes envolvidos.
 
Ademais, é de conhecimento público a necessidade de melhorias na referida Rodovia Federal – BR 364, dentro do perímetro urbano de Vilhena, principalmente nos pontos de acesso as vias urbanas municipais, fato notório que há muito foi ignorado pela autarquia federal, que, por sua vez, relata a existência de projeto para a melhoria da segurança rodoviária no trecho urbano, mas não apresentou documentos que comprovassem suas alegações e nem estipulou prazos para execução das ditas obras de melhorias” (CLIQUE AQUI e leia peça na íntegra).
 
O MPF, onde os mesmos documentos denunciando Flori chegaram, deu prazo para que o prefeito se manifestasse sobre as acusações. Ele foi rápido e duro ao rebater o DNIT (CLIQUE AQUI e leia na íntegra a resposta do líder vilhenense).