Outra ação de Raquel Donadon ainda não foi concluída e promotor nem se manifestou
 
O FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso a duas manifestações do Ministério Público Eleitoral sobre os pedidos feitos pela coligação da professora Raquel Donadon (PRD) à Justiça Eleitoral, nos quais ela expõe os motivos para que o mandato do prefeito reeleito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), seja cassado.
 
Raquel e Flori disputaram o pleito municipal deste ano, e o atual mandatário venceu a disputa por uma larga margem de votos, mas a educadora entrou com três ações contra ele na Justiça Eleitoral, acusando-o de abuso de poder político e econômico.
 
Nas duas ações cujas instruções processuais já foram concluídas, o promotor eleitoral Rodrigo Leventi Guimarães pede os pedidos feitos pela coligação de Raquel contra o adversário que a derrotou nas urnas sejam julgados improcedentes.
 
A primeira ação diz respeito à atuação da Santa Casa de Chavantes, que venceu a concorrência para administrar algumas unidades de saúde em Vilhena, e que foi alvo das denúncias na Justiça Eleitoral.
 
A entidade, de acordo com a coligação que faz as acusações, teria usado sua estrutura de comunicação para beneficiar Flori com publicações na imprensa e nas redes sociais; além disso, a Chavantes teria feito, em ano eleitoral, um número muito maior de cirurgias do que no mesmo período de 2023 (CLIQUE AQUI e confira)..


A segunda ação da adversária contra Flori foca em outras atitudes que seriam ilegais em período eleitoral, como inaugurações de obras, aumento de despesas com salários e também contratação de servidores comissionados. O prefeito é acusado ainda de aumentar quantidade de passes de ônibus (VEJA AQUI).
 
O prefeito nega todas as acusações e alega que aumentar a oferta de cirurgias é um serviço essencial e não fere a legislação eleitoral; também explica que o índice de gastos com salários caiu de 54% do orçamento para 44% em sua gestão. “Dos mandatos anteriores, o meu é o que menos nomeou portariados”, dispara o alvo das ações.
 
Quanto aos passes em ônibus, o prefeito admite o aumento, mas esclarece que eles foram usados para transportar alunos de escolas públicas do Estado. “Queriam que eu deixasse meninada a pé e na chuva?”, questiona, rebatendo a suposta ilegalidade.
 
A terceira ação, sobre a qual o MP ainda não se manifestou, versa sobre a participação de Flori no evento de uma cooperativa de transportes, e que, segundo os denunciantes, teria sido transformado em “showmício” pelo prefeito/candidato.
 
Flori também foi acusado de inaugurar, em seu gabinete, e em período eleitoral, uma galeria que homenageia ex-prefeitos de Vilhena, mas também garante que não há qualquer ilegalidade nisso.
 
Sobre o evento dos frotistas, para o qual foi convidado, o líder vilhenense explica: “usei mesmo a palavra, mas em momento algum pedi voto ou fiz campanha eleitoral. Não houve ilegalidade”