O vereador Carmozino Alves (PSDC) procurou a reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE neste início de noite do sábado, 25, para reiterar suas afirmações acerca de atrasos nos repasses do Governo do Estado de parcelas do convênio referente à manutenção da UTI do Hospital Regional de Vilhena. A manifestação do parlamentar é uma resposta a assessoria do governo Confúcio Moura (PMDB), que rebateu suas denúncias através de um site da cidade. “O recibo apresentado refere-se apenas a uma parcela, e estranhamente é datado justamente do dia seguinte à aprovação de requerimento de minha autoria pelos colegas vereadores solicitando da prefeitura informações sobre o assunto". Ele também comentou sobre a batida que a Polícia Federal fez em sua casa no início da noite de hoje.

Sobre os repasses à UTI, Carmozino é taxativo: “O governo está devendo pelo menos oito meses ao Município, que precisa tirar dinheiro de outras fontes para cobrir o rombo”. Ele também declarou que “o governador Confúcio Moura é um caloteiro, e que o mesmo problema que está acontecendo em Vilhena ocorreu na capital, com atrasos de repasse de verbas ao Hospital Santa Marcelina”. O vereador mantém o desafio e sustenta que, caso estivesse errado, a administração municipal, cujo prefeito apoia a reeleição do governador, já o teria desmentido.

BATIDA POLICIAL – Sobre a busca que a PF realizou em sua residência no início da noite, Carmozino Alves disse que os delegados afirmaram ter recebido denúncia de que haveria grande quantidade de dinheiro para compra de votos no local. Ele declarou que quatro delegados participaram da operação. Nada foi encontrado. O incidente também vai para a conta dos adversários políticos da campanha. “Denunciaram a minha casa e a do Dalterson Viana, mas para não dar bandeira, também denunciaram o Ronaldo Alevato, coordenado da campanha do próprio Confúcio. Foi uma baixaria sem tamanho”, desabafou.