Por ordem da desembargadora Zelite Andrade Carneiro, a juíza eleitoral de Vilhena, Sandra Beatriz Merenda deu um prazo de 24 horas para que o vereador Cabo João seja afastado do cargo. Na mesma decisão, a magistrada determinou que o suplente imediato do parlamentar seja convocado a assumir a vaga. Segundo João, o cargo deveria ficar com a enfermeira Elza da Saúde que, assim como ele, concorreu pelo PTB no último pleito municipal. Como não há consenso sobre quem deve herdar o mandato, o presidente da Câmara, Marcos Cabeludo (PHS) está consultando a própria justiça antes de convocar o substituto do vereador afastado. Há quem entenda que Jeremias Donadon, do PMDB, tio do ex-prefeito Melki Donadon (PTB), deve ser empossado.

Mas pode ser que nenhum dos suplentes seja chamado, já que Cabo João não é titular do próprio mandato: ele está na Câmara substituindo Ronaldo Alevato, que se licenciou para assumir a Secretaria Executiva Regional, representação do Governo do estado na região.

QUAL FOI O CRIME – João é acusado de ter participado da inauguração de um empreendimento imobiliário durante a campanha. A justiça entendeu que o evento acabou sendo transformado em comício, o que seria proibido. Condenado em primeira instância, o petebista havia conseguido permanecer no cargo enquanto recorria. Em conversa com o FOLHA DO SUL ON LINE, ele disse que “decisão judicial não se discute, se cumpre”. Explicou, no entanto, que a sentença neste momento não passa de retaliação pelo fato de ter conseguido filiar o ex-prefeito Melki Donadon ao PTB.