“A ideia é resgatar a valorização dos professores”, argumenta Suchi
O vereador eleito em Vilhena este ano e que tomará posse no primeio dia de 2017, Carlos Suchi (PTN) esclareceu as dúvidas referentes ao projeto de gestão militar nas escolas públicas de Vilhena, que nesta semana ganhou oposição. De acordo com o novo parlamentar, que é o principal idealizador do projeto na cidade, a proposta ainda está em andamento e a escola-modelo do projeto ainda não foi escolhida.
Suchi explica que aconteceu uma reunião na instituição de ensino para apresentação inicial da ideia. O encontro contou com a participação da deputada estadual Rosangela Donadon (PMDB) bem como parte dos pais de alunos que já apoiam a proposta. “Esses mesmos pais acreditam que a iniciativa merece apoio de todos os segmentos, pois acreditam que a sociedade vilhenense é quem vai ganhar com essa ideia”, defende.
Segundo Carlos Suchi, a proposta é inserir somente a gestão militar, ou seja, muda-se apenas os diretores da escola e a equipe de professores e outros profissionais permanecem prestando os serviços que sempre prestaram. “A ideia visa contribuir com os anseios sociais de uma melhor educação e não desmerecê-la”, contra-argumenta o vereador eleito.
Ainda segundo Suchi, o projeto está em fase de andamento e serão promovidas audiências públicas para que todas as classes inseridas no contexto da ideia sejam ouvidas, de modo que a proposta conte com amplo espaço de debate antes que seja consolidada.
O vereador diz que o projeto não é imposto e todos os segmentos sociais estarão dentro do círculo de debates que analisa a proposta. O novo vereador vilhenense diz que, assim que apresentou sua ideia, contou com o apoio de diversas autoridades políticas do Estado. “Tudo aconteceu muito rápido. Conversamos com o governador, apresentamos a ideia para algumas classes, conquistamos apoios, mas ele não está consolidado ainda. Precisamos abordar todos os pontos controvertidos”, reiterou.
Questionado acerca da condição do professor dentro do contexto que defende, o vereador disse que a proposta visa melhorar as condições de trabalho dos educadores. “O projeto não tem o cunho de tirar a autoridade dos professores. Ninguém quer isso, muito pelo contrário. Eles irão continuar em sala de aula, desempenhando a sua tão nobre missão, que é a de transmitir conhecimentos aos educandos”, garante.
CRIMINALIDADE
Ainda de acordo com o vereador, que é policial da reserva remunerada, seu desejo é de que o projeto funcione na Escola Zilda da Frota Uchôa, uma vez que há diversos problemas relacionados à criminalidade na redondeza da instituição de ensino: “Sabemos que há vários pontos de uso de drogas da região. Com policiais na escola, com certeza vamos reduzir drasticamente esses casos”, arrematou.
MILITARIZAÇÃO X GESTÃO MILITAR
O vereador idealizador da ideia faz questão de explicar a diferença entre uma coisa e outra. “A militarização das escolas engloba tudo, desde as salas de aula até mesmo o modelo de gestão. A gestão militar mantém policiais na administração, bem como uma equipe de policiais que auxilia na segurança. Uma coisa não tem nada a ver com a outra”, pontua.