Marcos Cabeludo é primeiro suplente; Josué Donadon o segundo

Promete se transformar em mais um impasse judicial em Vilhena a cassação do mandato do vereador reeleito, Carmozino Taxista (PSDC), determinado pelo juiz eleitoral Gilberto Giannasi (lembre aqui). A defesa do parlamentar já recorreu ao TRE e espera que a justiça mantenha a tradição de permitir que ele exerça o cargo até decisão final sobre o caso.

Em sua sentença, o magistrado vilhenense oficiou a Câmara de Vereadores a adotar as medidas para a substituição do parlamentar cassado. O juiz, no entanto, não anulou os votos da coligação pela qual Carmozino venceu o pleito do ano passado. “O entendimento é que a anulação atingiu apenas os votos do vereador”, disse um advogado consultado pelo site.

Caberá ao presidente da Câmara, Adilson de Oliveira (PSDB), convocar o suplente, porém o mais provável é que ele peça informações à própria Justiça Eleitoral a fim de saber quem tem direito de herdar a cadeira vaga. E a resposta, como em outras ocasiões, não deverá ser taxativa, estimulando a briga de interessados pela "herança" na justiça.

Pelas regras normais, o cargo deveria ser repassado ao ex-vereador Marcos Cabeludo (PHS), que foi preso pela Polícia Federal no ano passado, acusado de integrar um esquema de extorsão contra empresários do setor imobiliário para aprovar loteamentos na Câmara.

Mesmo respondendo a esse processo, Cebeludo não está impedido de tomar posse e nem mesmo proibido de freqüentar as sessões da Câmara. Caso ele seja impedido de assumir, por nova decisão da justiça, a vaga vai para o atual secretário de Obras, Josué Donadon (PMDB), o segundo suplente na coligação pela qual Carmozino se reelegeu.

Já os advogados do parlamentar cassado acreditam que ele conseguirá reverter a coligação nas instâncias superiores antes da convocação do suplente, seja ele qual for.