Vivian Repessold criticou e entidade responsável pela gestão apresentou sua versão
Em discurso durante a sessão legislativa desta terça-feira, 2, na Câmara Municipal de Vilhena, a vereadora Professora Vivian Repessold (MDB), que defendia a aprovação de um requerimento que exige do Poder Executivo explicações sobre as causas da demora na realização de exames de ultrassonografia, comentou também sobre a resposta que recebeu da Secretaria Municipal de Saúde referente a denúncia de que os acompanhantes não estariam recebendo alimentação no Hospital Regional de Vilhena, ao menos aqueles que residiam na cidade.
“Por ofício, a Secretaria Municipal de Saúde negou que houve falta de alimentação para acompanhantes no HRV. Ou seja, eu estou passando por mentirosa”, disse a vereadora.
Repessold fez questão de ler um trecho do documento encaminhado pela Secretaria Municipal de Saúde, no qual se referia as visitas de fiscalização dos vereadores naquela unidade hospitalar; dizia o trecho: “Qualquer vereador que quiser fazer fiscalização no HRV basta comunicar à direção ou à supervisão para que o responsável do estabelecimento de saúde designe um servidor que acompanhará o vereador na sua fiscalização”.
“Para vocês verem a dificuldade que é o serviço de um vereador aqui, no quesito de saúde”, ponderou a vereadora.
Por fim, Vivian Repessold afirmou que em Vilhena há 5 mil pessoas aguardando para a realização de exames de ultrassonografia. “E a nossa Saúde é colocada na mídia como referência. Mas a verdade é que vereador não consegue fiscalizar. E, quando existe uma denúncia emite-se nota dizendo que é o contrário. A mídia e a população estão sendo enganadas que a nossa saúde é uma referência”, disse a vereadora.
A RESPOSTA DA SANTA CASA
A Santa Casa esclarece os equívocos publicados nas redes sociais por uma parlamentar do município, que, lamentavelmente, mais uma vez, demonstra desconhecimento ou desinteresse motivado por questões políticas, sobre os resultados obtidos até o momento na saúde complementar de Vilhena.
Sobre fiscalização, a Santa Casa sempre esteve aberta aos procedimentos fiscalizatórios, porque é da sua natureza jurídica. Tanto que nesse período, órgãos como o Coren, Cremero, Agevisa e Tribunal de Contas do Estado - que inclusive parabenizou pessoalmente a gestão da Santa Casa e disse que o modelo implantado em Vilhena deve ser seguido em outros municípios de Rondônia - se fizeram ainda mais presentes, acompanhando a gestão da saúde minuciosamente.
Nesse quesito, todos os representantes desses órgãos fiscalizadores são sempre acompanhados por colaboradores da Santa Casa ou do hospital, principalmente para esclarecer pontos questionados ao longo das visitas in loco. É um procedimento normal, tendo em vista que se trata de uma unidade de saúde e ninguém pode ter “acesso irrestrito”, como pretende a parlamentar, sem que haja um acompanhamento e instruções sobre locais que podem ou não ser acessados livremente.
Sobre os exames de ultrassonografia, a “denúncia” da vereadora é, na verdade, mais uma oportunidade de levarmos os números verdadeiros à população. Só até maio deste ano, realizamos mais de 3.200 ultrassonografias em caráter eletivo, além de milhares de outras ultrassonografias realizadas em pacientes da UPA e internados no Hospital Regional.
Os 5 mil novos exames de ultrassonografia que acabam de ser liberados dobrarão a capacidade de atendimento à população e fazem parte de uma programação de procedimentos que começa com a liberação dos recursos parlamentares, depois segue os trâmites burocráticos para chegar ao paciente.
A Santa Casa e A prefeitura não decidem uma ação desta magnitude por força de um “requerimento” e sim, de planejamento. A complexidade é grande e, apesar de estarmos realizando em tempo recorde, sempre envolve um tempo hábil significativo até a sua liberação. Com esta nova etapa de exames, a fila de ultrassom eletivo será praticamente zerada.
Lembramos que, além do número recorde na realização de exames de ultrassom, implementamos exames como ultrassom com doppler, colonoscopia e endoscopia, que nunca haviam sido feitos na rede pública de Vilhena e eram esperados pela população que depende do serviço público de saúde.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 03 de Julho de 2024, às 17:15