“Muito fácil falar em ameaça, quando na verdade o que está  havendo aqui é   perseguição  política”
 
Em visita à redação do FOLHA DO SUL ON LINE na tarde desta sexta-feira, 08, a vereadora Vivian Repessold (PP) se manifestou em relação a uma reportagem publicada horas antes pelo site e que noticiava uma suposta ameaça feita pelo assessor dela, Willian Braga, contra a secretária de Educação de Vilhena, Amanda Espíndula Areval (ENTENDA AQUI).
 
Acompanhada do próprio Willian, que negou ter feito qualquer tipo de ameaça, Vivian, que também já foi titular da Semed, apresentou sua resposta por escrito, mas também fez questão de comentar a situação.
 
Segundo a educadora-parlamentar, o que ela quer é a garantia de ser lotada no sistema EJA, que garante ensino a jovens e adultos à noite, já que existe a ameaça de transferi-la para o ensino regular, o que prejudicaria seu trabalho na Câmara, já que precisaria dar aulas de manhã ou à tarde.
 
Lembrando que é concursada há 26 anos, e que tem o direito de conciliar a vereança com o magistério, Vivian colocou sob suspeita tanto empenho da administração do prefeito Eduardo Japonês (PV), a quem faz críticas pontuais, para impedi-la de trabalhar em sala de aula.
 
Sobre a ameaça de usar o cargo para atacar a secretária, Vivian e Willian disseram que, na verdade, o que argumentaram é que o caso seria exposto na tribuna da Câmara como “mais um episódio de professor sendo perseguido” (CONFIRA RESPOSTA ABAIXO, NA ÍNTEGRA)
 
“Hoje estou como vereadora, mas eu sou professora de carreira e de coração. O sonho de representar a educação na câmara começou em conjunto com meus colegas professores, colegas estes que assim como eu sempre se sentiram desvalorizados, perseguidos por uns e calados por outros. O professor sempre sofreu nesse país.
 
Acho muito estranho a SEMED criar tanto empecilho para que eu desenvolva minha profissão e a concilie com a vereança. O que aparenta é que estão criando uma situação para enfraquecer nossa atuação parlamentar que, inclusive, está voltada para a defesa da educação.
 
O que a Semed ganha com isso? Ou melhor, quem ganha com isso?
 
Estão dizendo que minha lotação provisória é reflexo dos concursados que serão chamados para a extensão, o que na verdade não é bem por aí. Os efetivos no qual também luto para que sejam chamados não atrapalham em nada minha atual lotação.
 
Sou professora do EJA e tenho alunos que estão lutando para alcançar uma alfabetização, alunos que confiam no nosso trabalho e que sentem o impacto da troca repentina de professores.
 
A pergunta é: e esses alunos? Será que estão mesmo pensando na educação e na alfabetização ou tudo isso não passa de perseguição política? Até quando nós profissionais da educação seremos perseguidos por nossas opiniões e não reconhecido por nossas atuações?
 
O que vão  fazer sobre o espaço que ficara aberto de minha lotação? Chamarão um hora extra? Colocarão  todos na turma da extensão  tirando o direito  deles de ter aulas presenciais?
 
Muito fácil falar em ameaça, quando na verdade o que está  havendo aqui é   perseguição  política.
 
Tiveram todo o tempo da pandemia  para arrumarem as escolas e organizarem com a volta dos professores  e demais funcionários. Eu conheço a educação, fui Secretaria e sei que tudo isso pode ser resolvido de forma diferente, mas os motivos não são administrativos, são políticos!
 
Vejo Diretores e professores fazendo milagres para dar atendimento  aos alunos e em contrapartida a secretaria fica dificultando a lotação  de quem quer trabalhar.
 
Eu me candidatei para por um fim em perseguição, desvalorização e falta de reconhecimento para com nós professores”.