Júnior Donadon e Maria José também falaram sobre o tema
Os vereadores vilhenenses realizaram, na manhã de ontem (terça-feira, 02), a primeira sessão do ano de 2016. Com uma pauta longa de assuntos para primeira leitura, mas apenas uma matéria em apreciação, o que dominou a primeira reunião do Legislativo Municipal foi a crise na saúde, que se arrasta há meses.
Duas indicações feitas pela vereadora Maria José da Farmácia (PDT) foram apresentadas sobre o tema. Numa delas, a pedetista recomenda ao Palácio dos Parecis que crie o cargo efetivo de engenheiro clínico ou engenheiro biomédico para atender o Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira. Noutra, Maria José cobra a limpeza do necrotério do HR.
Sobre a primeira, a legisladora defende que apenas com a contratação de um profissional com conhecimento de engenharia e práticas gerenciais sobre as tecnologias da saúde é que o maior hospital da região Sul do Estado irá proporcionar uma melhoria nos cuidados dispensados aos pacientes, quer seja da UTI, do Centro Cirúrgico ou da Emergência.
Sobre a segunda indicação, Maria José disse que é inaceitável o estado em que se encontra o necrotério do Hospital Regional. “A situação no necrotério é uma vergonha, é indigna ao falecido, é uma falta de respeito com a família, que passa por um momento difícil, e representa perigo a quem trabalha no local”, disse a vereadora.
Já a vereadora professora Valdete Savaris (PPS) denunciou os diversos lotes pertencentes a Prefeitura e que estão sujos e ajudam na proliferação do mosquito transmissor da dengue. “Não adianta nada exigir da população que limpe seu quintal se o município não dá o exemplo”, argumentou a vereadora que apresentou indicação de que o valor que seria usado no carnaval de rua, que foi cancelado, seja empregado no combate à dengue.
Em sua fala sobre a saúde, Valdete Savaris disse que as ações de combate à dengue são necessárias, mas que a corrupção tem matado mais do que a própria doença. “Precisamos combater a também a corrupção, que tem matado muito mais do que a dengue”, pontuou.
Para o presidente da casa de leis, vereador Junior Donadon (sem partido), é preciso descobrir para onde foi o dinheiro da Saúde municipal, cujo orçamento de 2015 foi de R$ 54 milhões, um quinto da arrecadação do município.
De acordo com Donadon, uma análise técnica mostra que a saúde pública municipal de Vilhena, assim como a educação, está bem financeiramente, inclusive tendo recebido mais investimentos do que o mínimo previsto por lei. Mas na prática a realidade é outra, falta o básico. “O dinheiro está indo pelo ralo, e é necessário descobrir aonde está este ralo”, disse o vereador.