Câmara também rejeitou impostos que aumentariam imóveis populares

Na noite de ontem, os vereadores de Vilhena barraram duas propostas apresentadas pela prefeita Rosani Donadon (MDB), que previam a venda de imóveis públicos para a iniciativa privada e voltavam a cobrar imposto (ISSQN) de construtoras que executavam obras do programa “Minha Casa, Minha Vida” na cidade.

Alegando necessidade de reforçar a arrecadação, a prefeita pediu aos parlamentares que revogassem a Lei Complementar 180, publicada em 2012, que isentava do tributo municipal as construtoras que erguiam casas para famílias de baixa e média rendas na cidade.

Ao votar para barrar a proposta, o vereador Samir Ali (PSDB) disse que a cobrança do imposto incidiria sobre o valor final do imóvel, dificultando a realização do sonho das famílias que lutam para adquirir a casa própria, financiada com subsídios do governo federal.

Já a outra matéria encaminhada pela prefeita, igualmente rejeitada, foi bombardeada por Ronildo Macedo (PV). O parlamentar criticou a intenção da mandatária de vender uma área de 10 mil metros quadrados no Setor 19.

Pela proposta, o município venderia em licitação dez terrenos de mil metros cada. A justificativa apresentada é de que o dinheiro arrecadado seria aplicado em obras, medicamentos e outros investimentos.

Ao analisar a avaliação dos imóveis, Macedo descobriu que eles poderiam ser repassados a particulares por um terço do preço de mercado: de cerca de R$ 1,5 milhão, sairiam por pouco mais de R$ 500 mil. “Antigamente a coisa era bagunçada. Hoje, a gente fiscaliza”, disparou o edil oposicionista.