Esposa de caminhoneiro confirmou veracidade de informações disseminadas através de vídeo

Vários caminhoneiros de Vilhena estão “presos” há quatro dias, impedidos de seguir viagem num trecho da BR 163, no Estado do Pará. A rodovia federal, que liga Cuiabá a Santarém (PA), está interditada na altura do distrito de Moraes de Almeida (PA), por garimpeiros. 

O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com a esposa de um vilhenense que, aproveitando a falta de serviço no transporte de grãos no Cone Sul, está atuando na mesma atividade. De acordo com a entrevista, o esposo carregou o caminhão em Matupá (MT) e entregou o milho em Miritituba (PA). Na volta, ficou “empacado” no bloqueio.

A esposa do caminhoneiro disse que, por causa da interdição, uma fila de carretas foi formada nos dois sentidos na estrada, formando um engarrafamento que já passa de 50 quilômetros de cada lado. A entrevistada também confirmou a veracidade de um vídeo postado nas redes sociais, no qual os motoristas relatam que estão sem água e comida. “Eles tomam banho em igarapés e bebem água dos rios”, contou.

A manifestação dos garimpeiros foi deflagrada após a exoneração do superintendente do Ibama no Pará, coronel Evandro Cunha. Ele perdeu o cargo após ter afirmado que iria parar a destruição de equipamentos apreendidos em garimpos ilegais no estado. A destruição de produtos e instrumentos usados em crimes ambientais é autorizada pela legislação ambiental quando não for possível retirar os equipamentos da mata.

O grupo de manifestantes também pede uma audiência com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para que seja discutida a regularização dos garimpos na região e regularização simplificada para as áreas garimpeiras.

Clique abaixo e assista o vídeo.