Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, que estava foragida desde agosto de 2025 e foi presa ontem (terça-feira, 22), realizou diversos procedimentos estéticos na Bolívia na tentativa de alterar a própria aparência e dificultar o reconhecimento pela polícia.


A informação foi revelada pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas, durante coletiva de imprensa realizada na manhã de hoje.


Segundo o delegado, os procedimentos tinham como objetivo mudar as características do rosto de “Angeliquinha” para dificultar que ela fosse reconhecida. Durante a coletiva, Victor Hugo citou, inclusive, fotografias em que a foragida aparece com curativos no rosto.


“Procedimentos estéticos, provavelmente, ela tentava alterar a feição para que não fosse reconhecida. Até nas fotos que foram divulgadas, ela tem curativos nesse sentido e tudo mais”, afirmou.


De acordo com o delegado, Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde “Angeliquinha” morava após fugir do Brasil, é uma cidade conhecida pela oferta de procedimentos estéticos a preços mais baixos. Segundo ele, foragidos da Justiça recorrem ao local para tentar modificar a aparência e dificultar o reconhecimento.


“Lá em Santa Cruz de la Sierra, é uma cidade que, vamos dizer assim, é uma referência em procedimentos estéticos de baixo custo. Então, vários dos foragidos da Justiça utilizam essa cidade com esse potencial para que seja feita a mudança de feição, a mudança de característica para que não sejam reconhecidos”, explicou.


Victor Hugo afirmou ainda que “Angeliquinha” teria realizado várias cirurgias estéticas e iniciado mudanças no rosto com a intenção de dificultar uma eventual identificação.


“Ela tinha várias cirurgias estéticas e agora ela começou a mudar o rosto. Com essa intenção aí de ludibriar eventuais ações em favor dela”, disse.


Conforme o delegado, a alteração da aparência por meio de procedimentos estéticos é uma prática utilizada por criminosos foragidos que sabem que são procurados pela Justiça. Segundo ele, há casos de integrantes de organizações criminosas que também recorreram a procedimentos semelhantes para tentar modificar as características físicas.


“A gente tem, por exemplo, o Juan Carlos Ramírez Abadia, que foi preso lá no Paraguai com essa mesma iniciativa, com esse mesmo trato e a gente tem membros de cartel mexicano. Então, é uma prática de membros de organizações criminosas desfigurarem o rosto por meio de cirurgias estéticas para alterar a feição”, esclareceu.


DOCUMENTO FALSO

Além das mudanças na aparência, “Angeliquinha” foi localizada na Bolívia utilizando um documento brasileiro falso, conforme informado pelo delegado. Após os procedimentos legais no país vizinho, ela deverá ser encaminhada para o Brasil.


Angeliquinha era considerada uma das criminosas mais procuradas do país e foi presa na Bolívia após permanecer foragida da Justiça. Ela havia sido condenada a mais de 260 anos de prisão.


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