SBT denuncia ilegalidades em licitação para coleta de lixo e Flori contra-ataca
 
 Após a veiculação de duas reportagens na TV Allamanda, afiliada do SBT em Rondônia denunciando suspeitas de ilegalidades na contratação de uma empresa para fazer a coleta de lixo em Vilhena, o Podemos, partido do prefeito Delegado Flori, que deve disputar a reeleição, entrou com uma ação na Justiça Eleitoral tentando retirar o material do ar (VEJA ABAIXO o primeiro vídeo).
 

 
Ao julgar o caso, a juíza eleitoral Christian Carla Almeida Freitas escreveu: “saltam aos olhos, evidentemente, que se trata de crítica política categórica, mas que não transcendeu os limites da liberdade de expressão jornalística, sendo comum do próprio debate democrático” (ABAIXO, a segunda reportagem)
 

 
A magistrada negou a liminar pedida pelo Podemos para suspender as reportagens. O partido listou uma série de argumentos para embasar a solicitação. Logo após essa decisão, o mesmo profissional do Direito que ingressou com o pedido de liminar desistiu da  ação (VEJA AQUI, na íntegra, as alegações da sigla partidária e a decisão da juíza).
 
Diante do que considera ataques contra ele movidos por interesses empresariais, e não jornalísticos, Flori enviou a este site, por escrito, uma série de acusações contra um dos donos da emissora e um de seus jornalistas. Ambos terão suas versões publicadas na íntegra, já que foram nominalmente citados, assim que as manifestações chegarem à redação.
 
Quem também gravou um vídeo após cobrar e receber informações do Serviço Autônomo bde Água e Esgoto (SAAE), responsável por contratar a empresa que, segundo as denúncias veiculadas na TV, teria ganhado a licitação de maneira ilegal, foi a vereadora Vivian Repessold. A parlamentar oposicionista do MDB também comentou a derrota de Flori na justiça (ASSISTA ABAIXO).
 

 
Nas reportagens transmitidas, a emissora fez ligações entre um dos sócios da empresa que venceu o certame para coletar o lixo em Vilhena, a RLP, Fausto Moura, e o delegado/prefeito, uma vez que no passado o empresário foi preso em inquérito presidido pelo atual mandatário de Vilhena.
 
LEIA ABAIXO, na íntegra, o material enviado pelo prefeito,  no qual ele contra-ataca o SBT:
 
Empresário do lixo usa SBT para pressionar por contrato público em Vilhena
 
Sérgio Bringel, empresário do ramo do lixo e que recentemente comprou a TV Allamanda - SBT em Rondônia, monta campanha de reportagens para tentar ganhar "na pressão" contrato com empresa de águas e esgotos de Vilhena
 
O SBT tem sido usado pelo seu novo dono em Rondônia, Sérgio Bringel, para pressionar os diretores do SAAE de Vilhena a rever a licitação para coleta de lixo na cidade e entregar o contrato que teve como vencedora a empresa RLP (Rondônia Limpeza Pública e Privada) para empresa Norte Ambiental Tratamentos de Resíduos Ltda., de sua propriedade.
 
Com uma série de longas reportagens sobre um assunto de interesse privado do empresário Sérgio Bringel e sua empresa Norte Ambiental, o SBT tem ligado o atual prefeito de Vilhena, delegado Flori Cordeiro, à licitação que ocorreu no SAAE, uma autarquia que é administrativamente autônoma e tem seus próprios diretores.
 
As reportagens dizem que houve direcionamento da licitação para empresa vencedora, a RLP, fazendo ligações entre um dos sócios, Fausto Moura e o delegado Flori, uma vez que no passado o empresário foi preso em inquérito presidido pelo atual prefeito de Vilhena.

O prefeito de Vilhena disse que o "SBT está sendo usado pela Norte Ambiental, já que os dois tem o mesmo dono. A Norte Ambiental perdeu a licitação tendo ficado em quinto lugar e, para tentar pressionar a administração a entregar para o perdedor o contrato da coleta de lixo, a Norte Comunicações vem abusando da concessão de TV, o que é uma vergonha para o SBT. As licitações do SAAE não tem nenhuma intervenção minha e seguiram vários pareceres jurídicos, o que está havendo é um assédio ilegal de intesses empresariais e políticos escondidos".
 
Flori reclama, ainda, que nunca foi procurado pelo SBT, que faz as reportagens, segundo o prefeito, de "maneira sorrateira, levando em conta somente os interesses do seu dono, Sérgio Bringel, que é também dono da Norte Ambiental e quer o contrato com o SAAE. Porque nunca me escutam e fazem as reportagens com só um lado da moeda?".
 
ENTENDA A TRAMA - Recentemente a TV Allamanda/SBT foi comprada pelo Grupo Norte de Comunicações, que tem como presidente o empresário Sérgio Roberto Melo Bringel.
 
"O Grupo Norte, sempre com seu DNA de levar a notícia, de levar a comunicação, entra hoje no estado de Rondônia e assume a TV Allamandra. O objetivo nosso é cobrir todo o estado de Rondônia”, disse o presidente no dia da compra da emissora no estado, em 21 de novembro do ano passado.
 
O que ninguém sabia até então é que Bringel também é proprietário de várias empresas, como a que perdeu a licitação para a coleta do lixo em Vilhena, a Norte Ambiental, e iria utilizar o SBT para tentar dar um "empurrão" em seus negócios.
 
Logo depois da compra do SBT, Bringel contrata o jornalista Elton Bittencourt para conduzir a TV Allamanda, juntando sua sanha empresarial com a política.
 
Bittencourt é inimigo declarado do prefeito Flori Cordeiro e registra fotografias com líderes da oposição em Vilhena, tendo sido assessor de dois ex-prefeitos presos em atuação do prefeito como delegado da PF.
 
Elton Bittencourt foi assessor de Luizão da Trento, ex-prefeito de Rolim de Moura preso em 2020 e, antes disso, foi assessor de  Zé Rover, ex-prefeito de Vilhena, preso em 2016.
 
Elton também foi condenado pelo Tribunal de Contas de Rondônia por uma atuação do delegado prefeito Flori Cordeiro, o que também explica  a série de reportagens do SBT tentando denegrir a imagem do administrador municipal.
 
Tudo indica que o SBT não vem fazendo jornalismo, mas vem sendo usado como instrumento de pressão e vingança e jogando pesado para ajudar seu dono a alcançar contratos com o poder público.
 
Juntando todos os interesses, o SBT, Sérgio Bringel e Elton Bittencourt, tem atacado frontalmente o prefeito de Vilhena pela TV, mas até o presente momento nada foi levado ao ministério público ou a qualquer órgão da justiça.