Requerimento foi assinado por todos os vereadores e repercutiu na TV

O presidente da Câmara de Vilhena, Adilson de Oliveira (PSDB), subiu o tom na sessão de ontem, ao rebater as críticas aos vereadores por causa do valor destinado à construção do novo prédio do Parlamento. Em seu discurso, Adilson falou da necessidade do edifício para assegurar não apenas o conforto dos vereadores e da população que busca atendimento no Legislativo, mas também a segurança. 

“Este projeto gerou uma polêmica e eu não poderia deixar de falar sobre o tema. Este prédio tem 33 anos, o imóvel ainda estava sem escritura pública, não tinha alvará; ou seja, podemos dizer que estava uma bagunça quando assumimos”, disse Oliveira e continuou: “Está aqui presente o secretário de Comunicação, Esteban Vera, ele sabe do que estou falando,  porque foi Diretor de Comunicação desta Casa num passado recente, na gestão do ex-vereador Junior Donadon”.

Na sequência de seu discurso, Oliveira disse que a Câmara cortou na própria carne para economizar o dinheiro destinado à construção do novo prédio. “Nós fizemos uma economia de R$ 2 milhões para aplicar na reforma desta casa, o que é necessário; nós diminuímos nosso salário, o meu em R$ 1.875,00; o salário dos meus colegas da Mesa Diretora em R$ 875,00. Cortamos diárias; baixamos a folha de pagamento. Economizamos em combustíveis”, disse.

Oliveira mostrou um comparativo de gastos dos últimos três anos. Em 2015, a folha de pagamento da Câmara Municipal foi de R$ 5.431.706,61. Já em 2016, subiu para 5.706.917,05. Em 2017, com o aumento de três gabinetes, já que passou de 10 para 13 o número de vereadores, até agora o gasto de é de R$ 4.454.659,54. 

Em diárias, no ano de 2015, os vereadores embolsaram R$ 190.650,00. Uma média de mais de R$ 19 mil cada. Em 2016 o valor baixou. Foram R$ 164.100,00 em pagamento de diárias. Média superior a R$ 16 mil por cabeça. Este ano, até agora, foram pagos R$ 96.900,00 em diárias. Valor que dividido pelo total de vereadores em atividades (11), dá pouco mais de R$ 8 mil por vereador. 

Também houve uma redução nos gastos com combustíveis, cuja a conta em 2015 foi de R$ 17.846,64; caiu para R$ 12.902,22 no ano passado; e em 2017 é de R$ 6.618,76. Quase três vezes menos que em 2015; e metade do que foi gasto no ano passado.
 
Mas, a diferença mais exorbitante fica, segundo o tucano, no quesito propaganda: em 2015 foram gastos R$ 314.500,00; em 2016, a queda nos gastos com publicidade foi de mais de 50%, ainda assim R$ 152.885,00 saíram dos cofres da Câmara para a divulgação das atividades da Casa. Este ano, até o momento, os gastos com propaganda são de apenas R$ 4.987,22. “Valor irrisório se comparado com as cifras dos anos anteriores”, lembrou o presidente.

Seis requerimentos foram aprovados na sessão de ontem, todos por unanimidade. Um deles, o nº 088/2017, assinado por todos os vereadores, pede ao Palácio do Parecis a lista atualizada dos ocupantes de cargos comissionados, concursados, inclusive os lotados no SAAE, com as respectivas lotações, portarias e remunerações que constem nomes e sobrenomes Labajos, Caro, Gauto, Garate, Cremonini e Zamboni. 

REPERCUSSÃO 
O requerimento com a menção de nomes foi esmiuçado no programa “Fala Vilhena”, exibido pela Rede TV, e no qual o apresentador Mauro Fonseca previu que a iniciativa parlamentar “pode instaurar uma guerra sem precedentes entre imprensa e poder público”.