Compra de carro teria dado início a desentendimento que motivou “grampo”
A repórter Jéssica Chalegra encontrou, na manhã desta quarta-feira, 14, o assessor da prefeitura, Fábio Coelho Adriano, o “Adriano Vilhenense”, registrando queixa na Unisp, e tentou obter acesso ao material, mas foi informada de que se tratava de procedimento sigiloso.
A ação de Adriano acontece um dia após vazar um áudio no qual ele estaria tentando intermediar o pagamento dos direitos de uma servidora (entenda aqui), mas o próprio denunciante não quis se manifestar em relação ao caso e muito menos revelar o motivo da queixa na polícia.
Pessoas próximas ao assessor, no entanto, confirmaram ao site que tudo começou quando ele comprou um carro da ex-servidora. No dia seguinte, ao notar que o veículo estava com defeito, pediu o dinheiro de volta e começou o desentendimento entre os dois.
De acordo com os entrevistados, Adriano teria sido “grampeado” quando jogava sinuca num estabelecimento de lazer, com o marido da ex-servidora e dona do carro negociado. Ela teria mantido o celular ligado para captar o diálogo e pressionar o comprador a manter o negócio, quitando os R$ 2 mil que havia ficado devendo.
Amigos de Adriano garantem que ele não agiu dentro da administração municipal para acelerar o processo e o pagamento da mulher, que trabalhou por poucos meses na prefeitura e teria pouco mais de R$ 1 mil em acerto trabalhista. “Existe um cronograma de pagamentos, e ninguém fura a fila. Se ele prometeu isso à ex-servidora, sabia que não seria possível passá-la na frente dos outros que também têm acertos a receber”, disse um colega do assessor.
O caso ganhou repercussão na cidade e teria ido parar no Ministério Público. Em breve, Adriano e o casal envolvido na gravação deve ficar frente a frente, durante a audiência judicial que tratará do episódio.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 14 de Agosto de 2019, às 10:49