Enquanto candidatos que posaram na campanha como símbolo da mudança de conduta na política tiveram a retórica contrariada pela prática, outros se mostram coerentes e éticos com relação ao tema. Apesar da quantidade de propaganda eleitoral jogada nas proximidades dos locais de votação deste ano ter sido bem menor que em pleitos passados, mesmo assim o vilhenense está tendo que se confrontar com o lixo eleitoral lançado pelos “candidatos porcolinos”.
Em virtude de não haver provas concretas de que o material que emporcalha a cidade neste domingo foi jogado por ordem dos candidatos ilustrados pela propaganda impressa, as imagens usadas para mostrar a imundice estão desfocadas de propósito a fim de não contribuir com a divulgação dos nomes e números dos “sujismundos”. Em alguns locais até mesmo os cavaletes de isolamento instalados pela Justiça Eleitoral foram vandalizados, como mostra uma das imagens.
No entanto, pessoas que disputam a eleição pautando o comportamento no respeito à lei e ao direito dos vilhenenses de não ver nossa cidade imunda, devem ser destacadas. É o caso de Vera Paixão e Cabo Zildo (candidatos a deputados federal e estadual, respectivamente) que além de não emporcalharem a cidade, estão recolhendo o lixo dos outros. De acordo com os dois candidatos, o material recolhido será entregue à Justiça Eleitoral.
O crime eleitoral cometido por alguns aliados destes candidatos já resultou em prisão. O FOLHA DO SUL ON LINE vai tentar falar com o Juiz Eleitoral Fabrizio Amorim de Menezes antes do final da votação a fim de saber se haverá a devida punição acerca da conduta ilegal destas pessoas, bem como dos postulantes para quem eles trabalham.