Condutor de 45 anos aponta monitora por trás das denúncias
Na manhã desta quarta-feira, 04, o motorista W.K. M. N., 45 anos, procurou o FOLHA DO SUL ON LINE para se manifestar em relação à acusação feita contra ele pela mãe de um dos alunos que transporta.
O caso ganhou repercussão, e levou ao afastamento do condutor, por causa de detalhe: segundo a denunciante, W. estava carregando uma faca dentro do ônibus escolar. Lembre aqui.
Embora sua identidade não tenha sido divulgada na reportagem, o ex-caminhoneiro, com mais de 25 anos de profissão, disse que se sentiu injustiçado e, como não tem nada a esconder, resolveu se manifestar.
W. garante que jamais transportou armas no ônibus que pilotava: “aquela foto, feita pela cunhada da monitora, é do momento em que eu estava guardando a minha bolsa”.
W. também desmente a aplicação de castigos contra os alunos, como alegou a mãe do estudante. “Sou filho de professora, jamais faria isso”, disse, acrescentando que jamais usou violência ou falta de educação para impor disciplina dentro do veículo que conduzia.
VINGANÇA
Para o acusado, a denúncia tem o dedo da monitora que cuida dos alunos no ônibus.Disse que, por causa de um celular emprestado, e que ela não devolve há quase um ano, a colega “pegou birra” com ele e, desde então, vem tentando lhe prejudicar. “Ela também fazia compras na cidade e queria levar para a linha onde mora, e eu me recusava. Isso aumentou a antipatia dela por mim”.
ABORDAGEM DE ÔNIBUS
O entrevistado conta que, certa vez, o sobrinho e o cunhado da monitora pararam o ônibus num trecho da estrada. Os dois queriam tirar satisfação pelo fato de o motorista ter proibido o consumo de alimentos e o uso do celular dentro do ônibus. “Quem proibiu isso foi a Semed e a Seduc, eu sou empregado, apenas cumpro ordens da empresa”.
EXPULSÃO NEGADA
Sobre a aluna supostamente expulsa do ônibus, relatada na denúncia publicada anteriormente, W. explica: “ela faz faculdade e eu apenas dava carona, mas não era obrigatório. Ela me xingou com palavrões e eu deixei de transportá-la, cumprindo a lei”.
EXAMES MÉDICOS
Após ser acusado de “perturbado” pela mãe do estudante, e de ser transferido para outra linha, o motorista se submeteu a exames médicos, que desmentiram os supostos problemas mentais denunciados.
“A gente fica chateado com esse tipo de coisa, principalmente por saber que não deve. Nunca maltratei ninguém, principalmente os alunos que transporto. Mas já houve caso de um deles ser apreendido na porta do ônibus, transportando drogas, e a irmã achar que a culpa é minha”, finalizou.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 04 de Setembro de 2019, às 10:30