Há oito meses, um professor que atua numa escola particular de Vilhena, vinha tentanto descobrir qual era o problema de saúde do filho, um adolescente de 17 anos. Após consultas na cidade e de submeter o garoto a exames de Tomografia e Ressonância, o educador recebeu uma péssima notícia: o filho estava com câncer.
Não bastasse esse drama, o educador viu o outro filho, de 14 anos, também adoecer e decidiu submetê-lo aos mesmos exames em Vilhena. A avaliação médica local revelou que o menino estava com um grave problema no fígado.
Em desespero, o pai dos rapazes decidiu envia-los para o Hospital da Ameron, em Porto Velho. Lá, descobriu que o filho que estava, segundo os médicos de Vilhena, com o problema no fígado, sofria apenas de hepatite, enfermidade que poderia ter se agravado em virtude da viagem de mais de 700 km até a capital. Já o adolescente que os médicos locais diagnosticaram como vítima de câncer não tinha absolutamente nada.
Em contato com o FOLHA DO SUL ON LINE, o professor disse ter ouvido dos médicos de Porto Velho a acusação de que os colegas dele em Vilhena vêm pedindo uma série de exames “caros e desnecessários”. O educador, já aliviado, disse desconfiar que há profissionais de saúde que, em nome do lucro, submetem pacientes (é o seu caso) a verdadeiras “seções de tortura psicológica”, ao emitir pareceres que não se confirmam.
O pai dos meninos chegou a ameaçar abrir processos na justiça para que os supostos erros médicos sejam apurados. Foi desaconselhado pelo profissional que atendeu seus filhos na capital. “Ele me disse que o caso não daria em nada por causa do corporativismo da categoria”, revelou, em conversa com o site, pedindo que seu nome fosse preservado para evitar retaliações por parte dos médicos que o atenderam.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 04 de Abril de 2012, às 13:10