Hassegawa ameaçou romper contratos de prestadoras de serviço

Numa coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, 09, no auditório da prefeitura, o secretário de Saúde de Vilhena, Luiz Carlos Hassegawa, anunciou algumas das medidas que pretende implementar no setor e criticou a situação de “baderna” na Pasta que assumiu na semana passada.

O médico disse que, no lugar de portariados que ocupam cargos por indicação política, pretende contratar servidores técnicos e adotar uma medida de maneira a pagar os especialistas sem cometer ilegalidade. Hoje, existem médicos que, impedidos de receber salário maior que o do prefeito, prestam serviços através de suas firmas.

Para que a categoria não fure o teto através deste artifício, que segundo Hassegawa, é considerado ilegal pelo Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado, a saída é permitir que os especialistas mantenham dois contratos de prestação de serviço. “Chegarem ao limite de R$ 38 mil por mês, o que é um bom salário, mesmo para o profissional com melhor formação”.

Sobre os municípios que enviam pacientes para Vilhena, mesmo recebendo recursos do SUS, o secretário anunciou que pretende fazer uma pactuação com os colegas destas cidades, de maneira que o serviço prestado seja ressarcido.

COBRANÇAS
Dizendo não ter compromisso político com ninguém, “a não ser com a confiança que o prefeito depositou em mim”, o cardiologista adiantou  que pretende conversar com a classe médica para anunciar seu sistema de trabalho.
E tocou num ponto sensível: a suposta cobrança de serviços na rede pública. Ele admitiu ter ouvido rumores de que tal prática estaria acontecendo, mas avisou: “Se eu souber de algum profissional cobrando de pacientes por um serviço público, vou ajudar a colocá-lo na cadeia”.

ECONOMIA E EFICIÊNCIA
Mostrando-se otimista quanto a melhorar a Saúde, o principal problema enfrentado por diferentes prefeitos em Vilhena, Hassegawa disse que já detectou falhas na estrutura que passou a comandar. Reclamou de duas empresas: uma que atua na manutenção e outra que oferece transporte de pacientes e avisou que, caso ambas descumpram as obrigações previstas nos contratos, irá dispensá-las.

ORGANIZAÇÃO
O médico também denunciou a falta de gestão no setor, informando que havia seringas e antibióticos no estoque da farmácia municipal, mas ambos os itens estavam em falta no Hospital Regional. E encerrou: “Vim para dar minha contribuição à saúde de Vilhena, e farei o melhor que puder. Conto com a população para denunciar os maus profissionais e estou aberto a críticas e sugestões”.

 SEM POLÊMICA
Apesar do temperamento do tipo “pavio curto”, o secretário disse que não bateria boca com seu antecessor no cargo, Marco Aurélio Vasques”, após ele lhe dirigir acusações em texto enviado à imprensa (veja aqui). “Vou fazer meu trabalho não vou ficar batendo boca. Em breve, darei respostas com o trabalho que pretendo executar para melhorar a saúde para os vilhenenses, e não para políticos. Sou médico, não ocupo cargo de gestão por vaidade ou por acordos políticos”.