Prefeito disse que gestão anterior “pagou o que devia e o que não devia”
 
Na manhã desta quarta-feira, 18 de julho, membros da diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul de Rondônia (Sindsul), se reuniram com o prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês (PV), no gabinete dele. Estiveram presentes na reunião, muitos secretários municipais, e os dois pontos cruciais que constam na pauta de reivindicações do sindicato foram discutidos novamente. A entidade considerou que houve “avanços nas negociações”.

VALE TRANSPORTE
O Sindicato havia se reunido com Japonês no último dia 05. De lá para cá, sua equipe tinha a missão de estudar o impacto financeiro que a volta do pagamento teria nos cofres públicos. O valor total dos pagamentos fecha em R$ 1.559,000,00 (Um milhão quintos e cinquenta e nove mil reais). De acordo com o prefeito, todo o orçamento do ano de 2018 está comprometido. “Eu quero resolver essa questão e nós vamos resolver. O município precisa arrecadar para que isso aconteça. Nós estamos cortando gastos e queremos chegar em janeiro alinhados”, disse Japonês.

O prefeito propôs a volta do pagamento para o mês de janeiro de 2019, quando ele poderá usar o novo orçamento do município e incluirá os valores referentes à questão do Auxílio Transporte.

A forma de pagamento (quantidade de parcelas, ou até mesmo uma única parcela) ainda não foi definida. Essa questão será tratada nos próximos dias. O que se definiu como proposta do prefeito foi o pagamento no primeiro mês do próximo ano que vem.

Com relação a este assunto o sindicato não gostou do que ouviu e foi enfático ao discordar que este auxílio somente retorne em janeiro de 2019, porém, o prefeito alegou que nos últimos meses antes da antiga gestão sair, pagou-se o que devia e o que não devia, comprometendo assim o orçamento do ano todo.

PCCS
Em relação aos Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) dos servidores, se criou uma celeuma, visto que, com as mudanças na administração municipal, deu-se a impressão de que a pauta havia siso deixada de lado. O presidente do Sindicato, Wanderley Ricardo, cobrou celeridade na questão e disse; “Três dos seus secretários já conhecem o Plano, se formos estudar novamente isso, essa questão passar a ser uma revolta minha”.

Definiu-se que em curto prazo serão marcadas reuniões para estudar a implantação dos Planos de Carreiras ainda este ano. Elas serão do Sindicato com cada um dos secretários.

Os membros do Sindicato declararam descontentamento quanto a volta do pagamento do Auxílio Transporte somente no ano que vem, e expuseram isso ao prefeito Japonês.

O Sindicato está ciente que uma possível ‘revolta’ dos servidores não está descartada, haja vista que tal pagamento cessou em 2016 e está aberto a conversação entre os filiados e a Entidade Classista.