Parlamentar ameaça acionar auditoria para revelar o que foi feito e o que foi pago
Na sessão da Câmara de Vilhena, realizada hoje, os vereadores aprovaram um aditivo de R$ 252 mil para a obra de reforma e ampliação da Casa, que já deveria ter sido concluída, mas foi adiada para o mês de agosto. O gasto extra foi aprovado por unanimidade.
O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com Ronildo Macedo (PV), presidente da Câmara, e ele disse que este é o primeiro aditivo de sua gestão, liberado para concluir o serviço iniciado na legislatura de seu antecessor no cargo, Adilson de Oliveira (PSDB).
Macedo explicou que a empresa responsável pela obra estava exigindo R$ 450 mil, mais um aditivo de R$ 300 mil para concluir o serviço. “Eu reuni engenheiro, pessoal técnico e o jurídico da Câmara e, após analisarmos a situação, constatamos que o aditivo deveria ser de R$ 252 mil, ou seja, pouco mais da metade do que estava sendo cobrado”.
O vereador explicou que já advertiu o empreiteiro de que não irá pagar os outros R$ 300 mil cobrados por ele. “Não há legalidade nesta cobrança, portanto, não vou pagar”.
Caso a empresa paralise a obra por causa da desavença financeira, Ronildo disse que irá determinar uma auditoria em todo o contrato. “Pode dar dor de cabeça, mas pelo menos fica claro para todo mundo o que foi feito e o que foi pago”.
Com isso, o caso pode ir parar na justiça, enquanto a ampliação da Câmara, que estaria praticamente pronta, fica paralisada por tempo indeterminado.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 28 de Junho de 2019, às 16:20