O jovem Rafael Ferreira de Meireles, de apenas 20 anos, está há mais de 40 dias internado no Hospital Regional de Cacoal (HRC), com a perna direita fraturada, sem previsão de ser operado, simplesmente porque “falta uma broca”. Única unidade de referência para atendimento ambulatorial e internações de média e alta complexidade no Estado, o HRC custou mais de R$ 43 milhões, trabalha com excesso de funcionários– mas não tem “uma broca”.
Rafael é funcionário da padaria do Park Shopping. Na manhã de domingo, dia 21 de agosto, enquanto andava com sua moto, foi atropelado ao atravessar inadvertidamente uma esquina e com uma fratura no fêmur direito foi removido imediatamente para o Hospital Regional de Vilhena (HRV). Ordens da direção do HRV determinaram a transferência de Rafael para o HRC.
Despachado para Cacoal na mesma noite, Rafael aguarda sozinho, até hoje, que a operação seja feita. “Meu filho está entrando em depressão, está lá sem ninguém, não posso acompanhá-lo. Não temos uma definição, ninguém toma uma providência”, desabafa Marina, que é faxineira. Até sua patroa, que trabalha no Ministério Público, tentou interceder em favor de Rafael – sem sucesso.
Saiba mais sobre este caso na edição impressa da FOLHA DO SUL que circula neste sábado.