Jaime Bagattoli não quis usar verba pública do Fundo Partidário
Com base em informações do site Rondônia Dinâmica, de Porto Velho, o FOLHA DO SUL ON LINE publicou, nesta semana, que o empresário vilhenense Jaime Bagattoli teria gastado R$ 2,8 milhões em sua campanha para senador no ano passado.
O próprio Jaime, que por muito pouco não se elegeu, entrou em contato com o site e refez a conta: ele garante ter feito pessoalmente a contabilidade dos gastos e informa que foram pouco mais de R$ 2,2 milhões, ou seja, R$ 600 mil a menos do que foi publicado.
O empreendedor pioneiro aproveitou para responder alguns comentários de internautas, feitos na reportagem (confira aqui). Ele garante que o montante foi sacado de suas próprias economias, pois não quis usar verbas públicas do Fundo Partidário, ao contrário de seus concorrentes na briga pelo Senado.
Bagattoli também rebateu a crítica de que os salários que receberia, caso tivesse sido eleito, ficariam abaixo do que ele gastou: “Não investi dinheiro em campanha em troca de salário”.
Confira abaixo, na íntegra, a manifestação do líder do PSL em Vilhena:
Dimas, estou te repassando de que maneira eu gastei o dinheiro com a campanha, no entanto, tenho orgulho de, com muita honestidade, mostrar para a população que o dinheiro gasto foi de muitos anos de trabalho e o que eu queria e ainda desejo é ajudar o nosso povo de Vilhena e do nosso Estado de Rondônia. Mas, para isso, precisamos mudar o sistema e o jeito de fazer política.
Fiquei triste em saber que deveria gastar este dinheiro meu e do meu irmão, pois é um dinheiro limpo, ganhado com muito esforço, mas a imprensa se esquece de mencionar de que o Confúcio gastou 1.500.000,00 do dinheiro do povo (Fungo Partidário), Raupp e Marinha R$ 4 milhões, entre outros tantos que tinham mandato, em média 1.500.000,00 cada um.
Nós geramos em torno de 250 empregos diretos e Vilhena e mais uns 100 indiretos, Temos uma história de mais de 40 anos, portanto, o povo de Vilhena acredita muito no Grupo Bagattoli, pois amamos esta cidade e política para nós não é fator de empreguismo e sim só queremos retribuir o que esta cidade e esse Estado proporcionaram de bom para nós e nossa família.
Veja abaixo como foi gasto os valores em minha campanha
Valor total dos gastos: R$ 2.207.592,04
Total doado a outros candidatos: R$ 582.000,00
Ou seja, gasto com a própria campanha R$ 1.625.592,04
FIM DOS PRIVILÉGIOS
Não investi dinheiro em campanha em troca de salário. O que nós queremos é um país com menos cabide de emprego. Precisamos tirar a mordomia e privilégios dos políticos, no entanto, precisamos dar condições às pessoas que querem investir e gerar emprego. Mas, para isso acontecer, precisamos acabar com os parasitas que vivem nas costas dos trabalhadores desse país.
Precisamos dar condições para os pequenos, médios e grandes empresários, pois se tivermos emprego e salários justos, tudo mudará e automaticamente todos ganham.
Isso só acontecera se a população se levantar e tiver coragem de falar e cobrar desses políticos, de quem só está bem nesse país, que são as Câmaras de Vereadores, Assembleia Legislativas, Câmara Federal, Senado e Judiciário, entre outras entidades que só protegem os cabides de emprego, mas não geram renda nenhum para o país e isso precisa mudar.
Se eu tivesse sido senador, vocês teriam orgulho e tenho certeza que os vilhenenses e o povo de Rondônia estariam muito bem representados para esta mudança.
Está seria minha recompensa e não o salário, pois com melhores condições de investimento para as empresas já estaria recompensado pelo meu esforço. Mas, sem cortar privilégios, nada disso irá se concretizar.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 01 de Fevereiro de 2019, às 11:30