Dezenas de vilhenenses estão se recusando a tomar a dose da vacina contra a gripe H1N1, disponibilizada gratuitamente na rede pública local por causa de um boato que se espalhou nos últimos dias pela cidade. De acordo com uma chacareira que não quis se identificar, ouvida pelo www.folhadosulonline.com.br, ninguém de sua família se imunizou depois que um vizinho disse ter ouvido na TV a informação de que a vacina “provoca Aids”.

A coordenadora do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) em Vilhena, Maria Zilda Golin, que atua no combate a Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) admite que a informação falsa está mesmo atrapalhando a campanha de vacinação. Zilda diz, no entanto, que não existe a menor possibilidade de alguém contrair Aids por causa da vacina. “O que acontece é que, em raríssimos casos, os testes de Aids feitos após a imunização, podem dar positivos”, informa, acrescentando que isso acontece em menos de 0,1% das situações. Para provar o que diz, a psicóloga lembra que, na semana passada, dos 40 testes de HIV realizados em pessoas vacinadas, nenhum deu positivo.

O site tentou entrar em contato com o setor de Epidemiologia da Prefeitura de Vilhena, mas o único telefone do local só dava ocupado. A página eletrônica vai tentar conversar com agentes da instituição para saber qual o percentual atingido pela campanha de vacinação contra a gripe H1N1.