Apesar dos apelos de candidatos e até mesmo de setores da imprensa defendendo o “voto regional”, mais uma vez o vilhenense descarregou expressiva quantidade de sufrágios em candidatos que não tem o Cone Sul como domicílio eleitoral. Outro dado que chamou a atenção é o número de abstenções, que alcançou a expressiva marca de 24,28% sobre o número total de eleitores aptos a votar. O impacto destes números nas disputas proporcionais foi bastante significativo, e pode explicar porque a região elegeu apenas dois deputados estaduais e nenhum federal.

Dos 55.585 eleitores que estavam em condições de exercer o direito obrigatório ao voto, 13.561 não compareceram. Sobraram então 36.934 votos válidos. Deste montante, os candidatos da região que disputavam cadeiras ao Parlamento estadual conquistaram 27.225 votos, enquanto pessoas de fora levaram nada menos que 10.862 votos. As urnas também apresentaram 2.520 (5,96%) votos em branco e 1.690 (4%) sufrágios foram anulados.

Já na disputa por vagas na Câmara Federal, os postulantes locais conseguiram 23.752 votos. Outros candidatos sem vínculo com o Sul ficaram com 13.182. O número de votos brancos foi bem maior que no caso dos deputados estaduais, somando 3.583 (8,47%). E outros 1.780 (4,21%) eleitores optaram por anular seu voto.