Em duas ocasiões, Ezequiel deixou de chegar à ALE por problemas de legenda

O ano mal começou e a batalha entre pré-candidatos que disputarão a mesma vaga na Assembleia Legislativa de Rondônia também é deflagrada logo cedo. Alvo de críticas nos últimos meses, comandando um dos mais importantes órgãos do Governo do Estado, o Diretor do DER, Ezequiel Neiva (PMDB), que desponta entre os primeiros nas pesquisas eleitorais, é um dos que sofrem constantes denúncias, demonstrando um claro viés político que visa atingir sua imagem enquanto pretenso candidato a deputado estadual.

Elogiado em todo o Estado e pelo próprio governador Confúcio Moura (PMDB) pelas qualidades que o mantiveram até hoje frente ao DER, Neiva é discreto e evita falar sobre o bombardeio de acusações, resumindo apenas que “quando se faz um bom trabalho, também se constrói inimigos”, mas ressalva que, no momento, está focado em “terminar essa etapa, conforme planejado desde que assumi a Pasta”. 

No final do ano passado, Neiva foi atacado por um denúncia em alguns sites de comunicação que apontam irregularidades no pagamento à empreiteira responsável pela construção de uma  ponte sobre o rio Machado, no Anel Viário de Ji-Paraná.  Apesar da irrelevante repercussão, em virtude da fragilidade dos apontamentos nas acusações, a notícia pode ter sido “encomendada” por adversários, porém deve ser desmascarada assim que a legalidade do ato for reconhecida pela Justiça, conforme prevêem aliados do cerejeirense. 

Com bom desempenho nas pesquisas de intenção de voto ainda mais após ocupar um cargo de notória visibilidade, sobretudo pelo trabalho que vem exercendo, não é de hoje que o ex-parlamentar enfrenta adversários, principalmente aqueles que enxergam nele um potencial candidato a vencer o pleito este ano. Em duas eleições seguidas, Ezequiel esteve entre os dez concorrentes mais votados e só não conseguiu ser reeleito em virtude da composição de legendas que não favoreceu seu retorno à ALE.