Parlamentar diz precisou ser levada ao Departamento Médico da Câmara dos Deputados

A deputada federal Jaqueline Cassol (PP) usou, na tarde desta quinta-feira, (23/05), as redes sociais para esclarecer que não fugiu da votação da MP 870, que aconteceu na noite desta quarta-feira, (22/05), na Câmara dos Deputados em Brasília (DF).

Confira abaixo o real motivo que a deputada federal Jaqueline Cassol não pode participar da votação, que resultou na rejeição à proposta do Governo, que manteria sob o comando do ministro da Justiça, Sérgio Moro, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Com a decisão da Câmara dos Deputados, o órgão continua subordinado ao Ministério da Fazenda.


Ao contrário do que alguns estão propagando, não fugi da votação da MP 870.

Mesmo com a saúde debilitada, fiquei até o início da noite de ontem presente no plenário, exercendo a atividade para qual fui eleita, porém a crise de labirintite se agravou e precisei ser encaminhada para o Departamento Médico da Câmara dos Deputados (Demed).

A labirintite, problema no qual faço tratamento há alguns anos, se manifestou ainda no período da manhã, durante o Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, organizada na Câmara dos Deputados. A convite do Sest/Senat, entrei num simulador de direção para veículos pesados, neste momento senti os primeiros sintomas do problema. E, mesmo com tonturas, ânsia de vômitos e dores de cabeça, participei de algumas outras atividades na Casa.

No entanto, no final do dia, o problema se agravou e precisei ser encaminhada ao Departamento Médico da Câmara. Tomei medicação na veia e, por recomendação da médica Regina Celi (CRM-DF 8070), fui afastada das minhas atividades.

Por esta razão cancelei todos os meus compromissos públicos e particulares, inclusive minha visita na Rondônia Rural Show.

Por último reafirmo que não sou mulher de fugir de embates, nem fui eleita para fugir de votações importante como essa, mas minha saúde é prioridade.

Agradeço a todos pela compreensão.

O QUE É A MP 870?

A diminuição do número de ministérios, promessa de campanha e medida tomada por Jair Bolsonaro (PSL) ao tomar posse como presidente.

No primeiro dia de sua gestão, Bolsonaro editou a Medida Provisória 870, reorganizando os órgãos da presidência, os ministérios e suas atribuições.

A decisão reformou a estrutura das pastas do governo, que foram cortadas de 29 para 22. Outras mudanças estabelecidas na MP foram a transferência da demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura, a extinção do Ministério do Trabalho e a distribuição de suas atribuições entre Economia, Justiça e Cidadania, dentre outras.

Para se tornar lei e ter efeitos, no entanto, a MP tem de ser aprovada pelo Congresso até 3 de junho, sua data de validade. Se perder a validade, a estrutura governamental voltará à anterior, da gestão Michel Temer (PMDB), com 29 ministérios na Esplanada.

O QUE A MP 870 ESTABELECE?
- Corta de 29 ministérios para 16, e estabelece mais 4 com status ministerial (Casa Civil, Secretaria do Governo, Secretaria-Geral e Gabinete de Segurança Institucional), além de mais 2 cargos com status de ministro (advogado-Geral da União e presidente do Banco Central);

- Transfere para o Ministério da Agricultura a competência de demarcação de terras indígenas e quilombolas;

- Transfere para o Ministério da Agricultura o Serviço Florestal Brasileiro - o órgão pertencia ao Ministério do Meio Ambiente;

- Extingue o Ministério do Trabalho e distribui suas atribuições entre as pastas de Economia, Justiça e Cidadania;

- Extingue o status de ministério do Ministério da Cultura, que fica sob o Ministério da Cidadania;