Fábio Plitz estaria tentando implantar jogo do bicho em Juara
O delegado Luiz Henrique Damasceno, da Delegacia Especializada de Fazenda e Crimes Contra a Administração Pública (Defaz), explicou durante entrevista coletiva, na quarta-feira (29), que os capangas do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro (FOTO), preso na ‘Operação Mantus’, sequestraram e extorquiram um concorrente que tentou fazer o mesmo “serviço” na cidade de Juara (MT).
“Ia se implantar a concorrência em Juara. Porém, dois homens, do pessoal do Arcanjo, foram até o hotel e sequestraram a vítima (Fábio Plitz), que trabalhava para a FMC Elo, que é a empresa do Frederico Muller Coutinho. Utilizaram o mesmo modus operandi de antigamente. Disseram que eram policiais, jogaram-no no chão e depois levaram para o mato”, disse o delegado.
Depois, os capangas de João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “Comendador”, teriam exigido que a vítima apresentasse as maquininhas utilizadas no jogo do bicho, funcionando como um tipo de pagamento de resgaste. “Obrigaram que ele não voltasse mais para a cidade e que não implantasse a concorrência. Este rapaz era de Rondônia, foi ouvido e reconheceu um dos líderes do Arcanjo”, pontuou o delegado.
Por conta dos fatos, o delegado também afirma acreditar que a denúncia feita por um bicheiro, que teria sido agredido pela equipe de Arcanjo, seja verdadeira. “Ficou demonstrado que aquilo era verdade”.
DE COLORADO DO OESTE
Um delegado do Mato Grosso, que não atua no caso, mas teve acesso ao Inquérito Policial, confirmou ao FOLHA DO SUL ON LINE, que a vítima, Fábio Plitz, morava em Colorado do Oeste. “Ele tentou começar uma concorrência aqui no Mato Grosso. Muito provável que já mexia antes com jogo do bicho, pois não faria isso sem conhecer o ramo”, argumentou a autoridade.
"MENOS BURRO...”
João Arcanjo Ribeiro foi chamado ao Fórum de Cuiabá para dar explicações sobre os supostos novos crimes cometidos por ele após sua soltura.
Uma denúncia anônima, feita por meio de um documento de três páginas, acusa João Arcanjo Ribeiro de ter retornado ao comando do jogo do bicho em Cuiabá, além de andar com seguranças armados, fazer ameaças de morte a concorrentes e ainda ter ordenado que seus capangas explodissem um veículo.
"Eu posso ser tudo dessa vida, mas não sou bobo nem burro, estou estudando, trabalhando", disparou o ex-bicheiro, quando questionado acerca das denúncias.
Autor:
Da redação com Olhar Direto
Fonte:
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Publicado em 01 de Junho de 2019, às 11:22