Por telefone, o FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou a mãe do detento Rogelison José da Silva, assassinado esta semana por um colega de cela no presídio Cone Sul, em Vilhena. Ele tinha 32 anos e foi sepultado em Chupinguaia, onde havia passado grande parte da vida (ENTENDA O CASO).
A entrevistada disse desconhecer os motivos do assassinato, alegando ter sido informada apenas de que uma discussão na cela que Rogelison dividia com outros apenados selou com sangue o destino dele, que deixou um casal de filhos: um menino de 10 e uma garota de 11 anos.
Conforme declarações da moradora de Chupinguaia, o filho começou a trabalhar na adolescência em uma fazenda da região. Também foi empregado do frigorífico em Chupinguaia e, quando foi preso, em setembro do ano passado, estava atuando na construção civil.
Ao falar da prisão de Rogelison, a mãe conta que ele buscado em casa por policiais em setembro do ano passado, no momento em que preparava para voltar para o serviço. Ao lembrar que, no momento da prisão ele estava com seus filhos na casa, a entrevistada se emocionou, e disse que uma acusação falsa o “levou para a morte”.
A mãe disse que a ex-nora acusou falsamente o filho único dela de violência doméstica e cárcere privado, o que o levou a ser condenado a uma pena de 8 anos de prisão. O histórico criminal dele acabou sendo determinante para a decisão, mas a cadeia teria sido consequência da denúncia da mulher.
“Ela mesma retirou a queixa e escreveu carta negando as acusações que tinha feito, mas não houve tempo para mudar a decisão judicial, ou pelo menos reduzir a pena, o que o tiraria do presídio”, revela a entrevistada, dizendo ter ouvido da própria denunciante que ela estava arrependida de ter colocado o pai de seus filhos na cadeia.
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A chupinguaiense de 54 anos finaliza a entrevista com uma frase impactante sobre o filho assassinado por uma pessoa que ela sequer sabe quem é: “Eu o criei sozinha, pois o pai dele faleceu quando o Rogelison ainda era criança”.