Chama a atenção na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral por dois dos candidatos ao Senado em Rondônia no pleito deste ano: a jornalista e redatora Sílvia Cristina, que concorrerá pelo PP, e o administrador que usa o nome de Bruno Bolsonaro Scheid, do PL.
Aliás, a Procuradoria Regional Eleitoral em Rondônia está recorrendo para tentar impedir que Sheid, paraense de 43 anos, continue usando na urna eletrônica o sobrenome do ex-presidente do qual é amigo e que apoia sua candidatura (CONFIRA AQUI).
Embora venha sendo tratado como “pecuarista” desde que anunciou a intenção de entrar na política, Bruno Bolsonaro não listou, entre seus bens, nenhuma cabeça de gado. A maior parte do patrimônio de R$ 1.125.641,24 declarado por ele, é uma casa no valor de R$ 1.095.641,24.
Já o primeiro suplente do bolsonarista, o zootecnista vilhenense Guilherme Augusto de Freitas Teodoro, 41, declarou patrimônio de R$ 4,5 milhões. O segundo suplente na chapa, advogado Dilceu Fernandes, não declarou nenhum bem.
Enquanto isso, a deputada federal Silvia Cristina Amancio Chagas, capixaba de Linhares, 52 anos, listou bens no total de R$ 1.372.191,69. Desse total, quase um terço (R$ 361.200,00) se referem a 129 cabeças de gado.
Outro vilhenense, Marcelo Lucas da Silva, de 44 anos, empresário ligado ao agronegócio e primeiro suplente de Sílvia, declarou patrimônio superior a R$ 30 milhões (R$ 30.792.411,54, para ser exato).