Jurados acataram tese de legítima defesa apresentada por advogados
 
Foram levados a júri popular em Colorado do Oeste, na semana passada, os dois homens envolvidos num crime que abalou a cidade de Cabixi no ano passado, quando dois irmãos foram esfaqueados, um deles morreu e o outro ficou com as vísceras expostas (LEMBRE AQUI).
 
Defendidos pelos criminalistas Lídio e Márcio Barbosa (pai e filho), os acusados foram absolvidos do crime. Os jurados acataram a tese de legítima defesa apresentada pelos profissionais do Direito que atuaram na defesa.
 
Após o julgamento que inocentou os réus, Márcio conversou com o FOLHA DO SUL ON LINE e esclareceu algumas informações sobre o homicídio publicadas pelo site na ocasião.
 
Segundo o advogado, a mulher apontada como pivô da tragédia não estava se relacionando com o homem que viria a ser morto, portanto, não se tratou de crime passional, como se acreditava na época.
 
Barbosa explicou que os dois acusados estavam na cidade e, quando um deles foi a um bar, encontrou os irmãos, não sendo assassinado por eles graças à intervenção do dono do estabelecimento.
 
Naquela mesma noite, para evitar problemas, os dois réus resolveram voltar para o distrito de Vila Neide, onde estavam trabalhando como construtores. Após se certificarem de que o bar, que também é uma mercearia, estava fechado, eles bateram na porta para comprar mantimentos e sair da cidade.
 
Quando estavam no local, os irmãos apareceram. O que viria a ser morto avançou com uma faca contra um dos construtores, mas a arma caiu e os dois entraram em luta corporal.
 
O autor do crime pegou a faca e desferiu o golpe contra o agressor, que sofreu intenso sangramento. O irmão dele, vendo a cena, avançou contra o segundo réu, mas também sofreu um corte na barriga, porém sobreviveu.
 
Márcio contou que, após a briga, os dois construtores seguiram para a casa de parentes na área rural de Cabixi, mas se apresentaram na polícia depois de cinco dias.