Ao apostar na irmã caçula para disputar o governo do Estado o senador Ivo Cassol (PP) aposta na força do sobrenome e na própria capacidade para transferir votos e vencer a disputa. Essa fórmula, no entanto, não deu certo no pleito de quatro anos atrás, quando colocou João Cahulla na mesma posição, perdendo o pleito para Confúcio Moura (PMDB). Neste caso, porém, os cassolistas lembram: Cahulla não contava com a “grife” Cassol no nome.
Além da irmã, Jaqueline, concorrendo a governadora pelo PR, Ivo também emplacou a esposa, Ivone Cassol, como candidata ao Senado pelo PP. Mesmo novatas, as duas têm mostrado bom desempenho, mas a mensagem, lida pela ótica dos adversários do senador, passa dois recados: “Não confio em quem não tenha meu sobrenome” e “apenas quem é Cassol tem competência para exercer mandato”.
Para tentar reverter o quadro, o próprio Ivo busca contornar impedimento judicial que o tirou da disputa. Segundo fontes da FOLHA DO SUL ON LINE, a assessoria jurídica do senador trabalha freneticamente neste sentido.
A idéia dos apoiadores do parlamentar é reabilitá-lo na justiça, para que ele possa substituir a irmã. A avaliação é de que com Cassol no páreo a eleição poderia ser decidida (a favor dele) ainda no primeiro turno. E os mais empolgados lembram que já há várias interpretações da Lei da Ficha Limpa em favor da liberação do senador, mesmo ele tendo sido condenado na última instância do Judiciário, o STF.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 27 de Agosto de 2014, às 12:37