Por mais inacreditável que possa parecer, é cada vez mais real a possibilidade de o prefeito Zé Rover (PP) e o deputado Luizinho Goebel (PV) formarem uma “dobradinha” nas eleições do ano que vem. Após a refrega do ano passado, quando os dois trocaram (via assessores e diretamente) todo tipo de baixaria durante a campanha.
De um lado e de outro dos dois líderes políticos, vem aumentando o número de simpatizantes da aliança entre eles, embora alguns ainda resistam à idéia. “Eles chegaram num ponto que não tem mais volta”, disse um secretário de Rover, esconjurando a idéia de apoiar Goebel. Caso se confirme o acordo, Zé Rover concorreria a deputado federal e Luzinho iria à reeleição. Ambos, obviamente, negam a intenção, sendo que Rover é o mais enfático ao prometer cumprir o mandato até o final, em 2016.
Mas, apesar das resistências, o pacto Rover/Goebel encontra obstáculo mesmo é no vice-prefeito, Jacier Dias (PSC). Para concorrer a uma vaga na Câmara no ano que vem, o titular teria que renunciar ao cargo, entregando de mão beijada ao “reserva” mais de dois anos de administração. E não é só: Jacier herdaria não apenas a cadeira, mas os mais de R$ 100 milhões em recursos “cavucados” por Rover em Brasília.
Prova de que existe mesmo pelo menos uma expectativa de aliança é que, tanto o deputado quanto o prefeito diminuíram o tom de suas críticas recíprocas. Efeito da “turma do deixa disso”, empolgada com a possibilidade de deixar para trás o tiroteio recente entre a dupla.