Ferido foi levado para hospital e fez revelações aos policiais
 
Após o roubo de uma moto na avenida Melvin Jones, no bairro Cristo Rei, em Vilhena, a Polícia Militar prendeu dois rapazes de 18 anos. Um deles foi baleado durante fuga e confessou a participação em outros crimes. O caso aconteceu na noite da quarta-feira, 18, e está registrado na Unisp (Unidade Integrada de Segurança Pública).
 
A vítima chegava à casa de seu primo, quando foi abordada por dois homens que chegaram a pé. Um deles sacou uma arma e ordenou que a mulher entregasse a eles a moto, celular, bolsa e um colar que ela usava no pescoço. Em seguida, eles fugiram do local com a moto da vítima.
 
A Polícia Militar foi acionada e um alerta de emergência foi emitido. Quando uma das viaturas estava na rua 1802, esquina com a BR-174, viu uma motocicleta que parecia a que havia sido roubada. O piloto, ao ver a guarnição se aproximar, aumentou a velocidade da moto e fugiu em direção à avenida Brigadeiro Eduardo Gomes.
 
Durante a fuga, os suspeitos quase atingiram um carro e colocaram em risco pessoas que transitavam pelas vias. Em dado momento, o homem que estava na garupa da moto sacou a arma e apontou em direção à viatura para atirar, mas, um sargento disparou três vezes contra a moto, sendo que um dos tiros atingiu a perna do rapaz que pilotava a moto. Os fugitivos caíram no chão e foram abordados.
 
Ambos os suspeitos têm 18 anos e foram identificados pela polícia. Com eles foram encontrados três celulares, um revólver calibre 38, R$ 80, uma bolsa feminina e a carteira da dona da moto.
 
O Corpo de Bombeiros foi acionado para levar o rapaz atingido pelo tiro para o Hospital Regional de Vilhena. O outro foi levado para a Unisp.
 
No HRV, o suspeito contou para os policiais que acompanhava o parceiro e que já tinha participado de outros roubos de moto, citando três. Ele contou que, no final de novembro, roubou uma Bros e abandonou na Linha 135 (lembre aqui). Em seguida, abordou um ônibus escolar, rendeu o motorista, e fez ele o trazer sob a mira de uma arma para a cidade. Do veículo ele saiu levando os pertences das pessoas que estavam a bordo (lembre aqui).
 
O rapaz relatou também a participação de uma terceira pessoa nos roubos, um homem que trabalha como motorista de aplicativo de mobilidade urbana, em um Corolla de cor prata. Essa pessoa teria planejado o crime, levado os rapazes ao local do roubo e ficaria com parte do dinheiro adquirido com a venda da moto roubada.
 
Os roubos eram encomendados também pelo pai do rapaz que confessava os crimes, morador de Pimenteiras. Já quanto à arma, era de propriedade do outro comparsa, que havia sido levado para a Unisp.