Duas semanas atrás, pressionada por manifestantes contra a corrupção que foram assistir a sessão da Casa, a Câmara de Vilhena aprovou por unanimidade a “Ficha Limpa Municipal”. A matéria, proposta pelo oposicionista Júnior Donadon (PMDB), impede que pessoas condenadas por decisões colegiadas ocupem cargos comissionados no Executivo e Legislativo locais.
Hoje, porém, com pouca gente na platéia, os edis vilhenenses retomaram a costumeira ojeriza à transparência e recusaram oito requerimentos que pediam esclarecimentos ao prefeito Zé Rover (PP) sobre diversos temas. Seis deles eram de autoria do mesmo Júnior Donadon a quem os colegas haviam prestado solidariedade na sessão anterior. Dois, também com cobranças ao prefeito, partiram da pedetista Maria José da Farmácia.
Muita gente está intrigada com a nova postura dos parlamentares, afinal, eles foram capazes de aprovar uma lei (e não mero requerimento) que tem potencial de atingir o primeiro escalão da prefeitura, mas se recusaram a avalizar meros pedidos de informação.
Para muitos, a coragem de desafiar Rover, que desapareceu em prazo tão curto, tem uma explicação simples e objetiva: o prefeito teria compensado, de alguma forma, os rebeldes que tiveram seus indicados exonerados na recente faxina que o município se viu obrigado a fazer na folha de pagamentos. A  questão agora é saber que tipo de agrado teria sido esse.
Para quem não acompanhou a sessão de hoje, eis os nomes dos componentes da “tropa de choque” que barrou todos os requerimentos apresentados: Marta Moreira (PSC), Marcos Cabeludo (PHS), José Garcia (DEM), Carmozino Taxista, Célio Batista (PP) e Jairo Peixoto (PP).