Faltando poucos minutos para o início da convenção do Partido dos Trabalhadores em Rondônia, a indefinição ainda reina entre os filiados da agremiação. O FOLHA DO SUL ON LINE conversou há instantes com um dirigente da legenda, que afirmou que há três correntes sendo debatidas na sigla, e por enquanto qualquer palpite tem alto risco de não se confirmar.
Segundo a fonte, boa parte dos convencionais ainda insiste na candidatura própria, com Padre Ton disputando o governo. Porém, os caminhos já desenhados pelos demais oponentes limita bastante as chances de sucesso desta proposta. “Além disso, não podemos perder o foco na disputa das eleições proporcionais, pois o partido precisa, acima de tudo, pelo menos manter a representatividade na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal”, declarou.
A segunda opção, que também é expressiva entre os convencionais, é acompanhar o governador Confúcio Moura (PMDB), mas pleiteando participação mais sólida na composição, não descartando a possibilidade de lançar um nome para vice-governador. Neste caso, Padre Ton disputa a reeleição na Câmara Federal, e o sindicalista Itamar Ferreira seria o ungido. A possibilidade do deputado Anselmo de Jesus ser companheiro do atual governador é remota, pois, como já foi dito, o partido se preocupa com a disputa à Câmara Federal.
Outra tese é aceitar a proposta do senador Ivo Cassol (PP) e encarar participação na campanha junto com um dos maiores desafetos de grande parte dos petistas rondonienses, incluindo lideranças de peso da agremiação. Neste panorama, o propósito seria tentar encaixar Padre Ton na vaga ao Senado, e nas proporcionais compor com outros partidos mais afinados com as teses petistas.
Uma das notícias importantes repassadas pela fonte foi a boa impressão causada pela vereadora Mariley Novaki, de Colorado do Oeste, pré-candidata a deputada estadual representando todos os municípios do Cone Sul. O fato é praticamente inédito dentro de um partido formado por várias correntes de opinião, e a habilidade com que os dirigentes das cidades sulistas costuraram a proposta foi ressaltada por caciques estaduais da sigla.
As discussões entre os filiados com direito a voto na convenção, que deveria ter acontecido ontem, mas foi transferida para as 14 horas desta segunda-feira, estão em ritmo frenético, buscando começar o encontro oficial com o consenso estabelecido. Todos querem evitar situações como “bater chapa” a esta altura do campeonato. A definição se haverá ou não mais um candidato ao governo do Estado será revelada às 17 horas, quando o PT finalmente anuncia o seu destino.