Nomes são cogitados para disputar eleição suplementar, cuja data está indefinida
 
Em um áudio gravado hoje, no qual anuncia uma enquete publicada no grupo “Bastidores da política de Vilhena”, criado por ele mesmo no Facebook, o professor Willian Braga orienta os participantes a votar na vereadora Vivian Repessold (PP), de quem é assessor parlamentar, como candidata a prefeita.
 
Na gravação que chegou à redação do FOLHA DO SUL ON LINE, Braga explica: “como vai ter novas eleições no município, é interessante a gente tentar colocar a Vivian em primeiro lugar naquela pesquisa, porque já é uma maneira da gente se articular e quem sabe a professora Vivian pode vir aí como vice”.
 
Apesar do esforço de seu assessor, até o momento em que esta reportagem era finalizada, a vereadora estava em quarto lugar na votação. A ex-prefeita Rosani Donadon aparecia em segundo na sondagem virtual, que era liderada pelo ex-secretário de Trânsito, Roccio Aires (CONFIRA AQUI).
 
QUANDO SERÁ A ELEIÇÃO?
Com a cassação do prefeito Eduardo Japonês (PSC) pelo TRE de Rondônia, há quem entenda que novas eleições acontecerão em Vilhena ainda este ano, quando esgotarem os recursos na própria Corte Eleitoral estadual.
 
Já a defesa do prefeito Eduardo Japonês acredita que, somente após o trânsito em julgado no TSE é que o pleito suplementar será marcado. O advogado do mandatário, aliás, acha possível reverter a decisão contra ele em Brasília.
 
ARTICULAÇÕES
Herdeiro da cadeira de Japonês, o presidente da Câmara de Vereadores, Ronildo Macedo (PV), garante que não está tratando do assunto, mas admite ser entusiasta da formação de um novo grupo para o pleito de 2024.
 
Rosani Donadon, em tese a favorita para as próximas eleições, mantém discrição quanto ao que pretende fazer.
 
O atual secretário de Indústria e Comércio, Adilson de Oliveira, que já foi vereador e presidiu a Câmara, estaria tentando formar um grupo e se viabilizar como candidato.
 
Já outros dois nomes que disputaram o pleito de 2020 são cogitados em uma eventual eleição-tampão: o empresário Paulinho da Argamazon e o coronel da PM, Rildo Flores.
 
ESPERANDO CAIR NO COLO
Tentando demonstrar desinteresse pelo assunto, o vereador Samir Ali (Podemos) é o nome com mais chances de virar prefeito provisório, caso a cassação de Japonês seja mantida pelo TSE.
 
Se, como alguns preveem, o processo se arrastar até o ano que vem, e o prefeito não consiga reverter a condenação de segunda instância, Samir assume e convoca novas eleições. Mas pode disputar a eleição enquanto ocupa o cargo.