Acompanhada pela advogada Vera Paixão, que concorre a deputada federal pelo Republicanos, a médica Mariana Carvalho, que disputa o Senado pelo mesmo partido, visitou a redação do FOLHA DO SUL ON LINE na tarde de ontem (sexta-feira, 25).


Mariana, que estreou na política aos 21 anos, foi vereadora em Porto Velho e deputada federal. Em 2022, disputou o Senado, quando apenas uma das cadeiras da Casa estava em jogo, atingindo uma votação expressiva, mas perdendo a vaga.


“Amadureci muito e nunca deixei de trabalhar politicamente nesses quatro anos. Sou de direita e do diálogo, e estou convencida de que posso ajudar muito o nosso Estado lá em Brasília”, argumenta a jovem candidata, cujo pai, empresário no ramo da educação superior, já foi vice-governador de Rondônia.


O vereador vilhenense Samir Ali (MDB), presente na entrevista, confirmou que se a cidade hoje conta com uma UTI Neonatal, isso se deve ao trabalho de Mariana, que garantiu os recursos para equipar a unidade, onde são atendidos pacientes de todo o Cone Sul.


Mas, além da Saúde, diversos outros segmentos em Vilhena foram beneficiados pelo trabalho de Mariana, como infraestrutura e esporte, entre outros. Aliás, o mandato dela como deputada foi tão produtivo que, ainda hoje, suas emendas continuam chegando aos 52 municípios de Rondônia.


Outra conquista de Mariana foram R$ 100 milhões para a construção de um novo hospital na capital, na época em que um de seus adversários na disputa atual comandava a Secretaria de Saúde de Rondônia. O dinheiro saiu, assim como o secretário deixou o cargo, mas o hospital permaneceu no papel.


Percorrendo o Estado, Mariana vem explicando que, embora tenha foco na Saúde, outras áreas serão priorizadas em seu eventual mandato no Senado. “Precisamos trabalhar para reduzir o valor do pedágio na BR 364 e a tarifa de energia elétrica, que considero abusiva em Rondônia”, diz, lembrando que em 8 anos existem muitos problemas que podem ser resolvidos através de sua futura atuação parlamentar.


PESQUISAS

Sobre as pesquisas eleitorais recentes, que a colocam na terceira posição na disputa, mas praticamente empatada com os dois primeiros concorrentes, a entrevistada recorreu a uma experiência vivida por ela mesma 4 anos atrás, quando liderou as intenções de voto até a reta final da campanha.


Três dias antes da votação, as sondagens mostravam a ex-deputada com 31% de vantagem sobre o segundo colocado. E, aí, orientada por aliados, ela acabou retirando sua equipe das ruas, temendo o que muitos acreditavam que poderia acontecer: alguma ação violenta de adversários.


E, na véspera do pleito, ela acabou sendo ultrapassada pelo adversário, que segundo as sondagens da época, tinha apenas 7% das intenções de voto. “Aprendi que uma desvantagem nas pesquisas pode ser revertida em pouco tempo”, disse, a 9 dias da votação.