Os presos alegam ainda que as carnes que são servidas ou vão cruas, no caso do frango ou cheirando mal, no caso da bovina
A reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso a uma carta escrita e assinada a próprio punho pelos detentos do pavilhão B do Centro de Ressocialização Cone Sul, de Vilhena, que alegam estarem passando fome há dias, por não conseguirem ingerir os alimentos que são fornecidos pela empresa contratada pelo Estado.
Na carta, direcionada ao juiz da Comarca de Vilhena, os detentos afirmam que o arroz, além de conter pedras, possui muita casca, o que tem causado, segundo eles, problemas gastrointestinais e o feijão não é totalmente cozido, “apenas ferventado”.
Os presos alegam ainda que as carnes que são servidas ou vão cruas, no caso do frango ou cheirando mal, no caso da bovina. Conforme os presos, eles ouviram da nutricionista da unidade que o cardápio repassado por ela ao restaurante é variado, porém, este não tem sido seguido, o que leva os reeducandos a acreditarem, como narram no documento, que está havendo “falcatrua” com o dinheiro repassado pelo Estado.
Para a reportagem do site, a responsável pela entrega da carta, que é familiar de um dos detentos, afirmou ainda que os presos estão há vários dias sem se alimentar da comida que é servida pela empresa, e que alguns estariam passando a farinha e água, levada pelos visitantes.
Diante da situação insalubre denunciada pelos detentos a reportagem do site entrou em contato com a nutricionista que seria a responsável pela empresa que fornece a alimentação servida em todas as unidades prisionais de Vilhena, porém, ao ter ciência de que falava com uma jornalista, a mulher se calou e encerrou a ligação.
Mesmo assim, o site deixa espaço caso os responsáveis pela produção dos alimentos queiram se pronunciar sobre o assunto.
Fotos
Autor:
Da Redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 05 de Janeiro de 2024, às 17:41