O pequeno desentendimento registrado ontem entre o jornalista Paulo Mendes e o secretário de Estado da Educação, Emerson Castro, acaba de ganhar dimensões planetárias ao ir parar o Facebook.
O comunicador, que edita o site O VILHETAÇO, resolveu publicar em seu perfil na rede social, uma “certa de repúdio” contra o titular da Seduc, acusando-o de ter agido com deselegância diante de uma pergunta.
Mendes garante que tentou abordar Castro na solenidade de entrega de kits escolares e equipamentos, realizada na escola Machado de Assis. O evento contou, inclusive, com a presença do governador Confúcio Moura (PMDB).
O jornalista explica que tentou obter do secretário justificativa para a devolução de R$ 4 milhões, que teriam sido alocados pelo deputado federal Marcos Rogério (PDT-Ji-Paraná) para a construção de centros vocacionais. A verba teria sido devolvida porque a Pasta comandada por Emerson (que na época não estava no cargo) não apresentou projetos para a execução das obras.

 

Veja abaixo a crítica do jornalista e, na sequência, o revide de Emerson Castro, postados em seus respectivos perfis:

 

PAULO MENDES

 

CARTA DE REPÚDIO AO SECRETÁRIO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO - EMERSON CASTRO

Publico aqui, pois o secretário, que sabe falar, mas não sabe ouvir, me bloqueou, impedindo meu direito de resposta: Quem quiser, pode repassar ao facebook dele:

Senhor Secretário,

O senhor só quis falar, menos ouvir e por isso me bloqueou, assim como bloqueou a outros que ousaram partir para o debate. Como não gosto de mal entendido e o senhor me tirou a alternativa do inbox para não expô-lo, comento aqui suas últimas palavras:
Capciosa. O senhor disse que minha pergunta foi capciosa. Ora, senhor Secretário, ambos sabemos que o papel da imprensa é justamente buscar a verdade sobre fatos que a sociedade precisa saber, positivos e negativos. E isso incomoda muita gente. Lhe dei a chance de relatar o que de fato aconteceu, ouvindo-o pessoalmente e, mesmo assim, o senhor, com toda sua elegância e fineza aparentes, conseguiu ferir um princípio básico das relações, o respeito pelo direito de questionar da minha profissão.
Depois, desconversou como se nada tivesse a ver com uma questão tão importante quanto a perda, por incompetência, de 4 MILHÕES de reais que o seu chefe, CONFÚCIO MOURA, conseguiu jogar fora, em 2012.
Uma vergonha, tanto pra ele, quanto para o senhor, de não assumirem que o estado errou, que o estado perdeu prazos e não teve competência para realizar quatro projetos dos Centros Vocacionais que poderiam beneficiar milhares de jovens em todo o estado. Mas, o senhor preferiu se calar, fazer de conta que o fato de não ter sido em sua pasta, não lhe envolve como cidadão e como um dos braços direitos do homem que jurou mudar Rondônia.
Agora, quanto às viagens internacionais feitas em sua antiga pasta, estamos apurando e não se preocupe, não serei leviano de publicar se não houverem fatos que realmente interessem à opinião pública. Mas tenha certeza, estamos levantando tudo sobre esse assunto, e se houverem falhas, elas serão divulgadas. Se não houverem, fica ainda a dúvida quanto a moralidade, que será discutida em momento oportuno.
Por hora, fica aqui o meu repúdio ao comportamento infantil e intolerante, de alguém que mesmo sendo homem público, parece não suportar a crítica e muito menos o direito à dúvida de cidadãos de bem e jornalistas que “ousam” questioná-lo. Na história da humanidade só houve um homem com esta característica, que estava acima de qualquer suspeita e ele certamente não foi vossa excelência.

 

EMERSON CASTRO

Inbox me chega mais uma "pérola" de motivação.
Cidadão, morador do Cone Sul (ou seja, não me conhece) faz críticas ofensivas e no final ainda me diz:
"Fica aí, posando de bom moço"
Companheiro, se ser bom moço, é trabalhar de forma ética e decente, ter família e uma Fé, então, sou bom moço SIM.
Para sua tristeza e desapontamento.
Mas o dia que eu resolver, surrar meus filhos, trair minha mulher e jogar pedra na cruz, lhe aviso, para você entrar em júbilo, ok?
Por enquanto sinta-se linda e unilateralmente bloqueado.
Lhe pouparei de ter que aturar minhas postagens. (apesar de VOCÊ ter me adicionado).