Yara Travalon Viscardi defendeu que os pais não deixem de levar seus filhos à escola
Autoridades se reuniram na manhã desta sexta-feira, 14, na Sala das Comissões da Câmara Municipal de Vilhena para, ao mesmo tempo, expor à sociedade as medidas adotadas para assegurar a segurança nas escolas da cidade, e discutir outras ações que reforcem a segurança no ambiente escolar.
A reunião foi convocada pelo Ministério Público através da Curadoria da Educação e reuniu diversas autoridades: Polícia Civil, Polícia Militar, Conselhos Municipais de Educação, Secretários Municipais de Educação, de Saúde e de Assistência Social, além do Prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), vereadores e representantes de escolas particulares.
A reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE ouviu a promotora de justiça Yara Travalon Viscardi, que afirmou que Vilhena e Chupinguaia, que integram a mesma comarca, passam por um fenômeno que tem gerado pânico na sociedade, em especial aos pais de crianças e adolescentes em idade escolar, pela repetição de acontecimentos trágicos ocorridos em escolas de outros Estados.
“O objetivo é trazer à comunidade escolar e a comunidade de uma forma geral, informações importantes do que temos feito na perspectiva de todas as políticas públicas que são necessárias para o enfrentamento deste problema, que não é só de segurança pública, mas diz respeito a condição do ser humano. Nós temos um problema crônico na nossa sociedade que é, muitas vezes, advindo da desestruturação familiar e, mais a ainda, da vivência nociva dos adolescentes no ambiente virtual”, ponderou a promotora.
Viscardi orientou a comunidade escolar e a sociedade e geral a ligar para o número 190 em caso e extrema urgência, e discar para o 197 em casos em que haja necessidade de investigação, como por exemplo, no caso de um áudio, imagem ou vídeo ameaçador. Conforme a promotora, serão dadas instruções às escolas através da Polícia Militar sobre como se comportar em situação de crise extrema. E também orientações de como a vítima se comportar, principalmente o corpo docente e os servidores, para garantir a segurança dos alunos.
A promotora disse ainda que o comportamento da sociedade é muito importante e destacou o papel dos pais: “Família, vamos olhar para os nossos filhos, ter acesso ao que eles estão frequentando nas redes sociais, ao que eles estão vendo, quais são seus gostos, o seu comportamento”, verbalizou a promotora, que elencou um série de características que devem ser observadas pelos pais: “Adolescentes e crianças com episódios de violência, sinais de tristeza, muito apetite, falta de apetite, muito sono, agressividade, mudança de estilo muito radical... existem alguns sinais para os quais nós precisamos estar atentos hoje. Esse é o fenômeno que acontece na casa de todas as famílias. Nós, pais, somos os primeiros responsáveis a estarmos atentos e vigilantes à saúde mental, ao comportamento dos nossos filhos. Então, eu clamo a nossa sociedade que unamos forças, porque só as forças de segurança pública não darão conta. A participação ativa das famílias e da escola irá permitir que a gente tenha uma sociedade mais pacífica.”
Viscardi destacou que as forças policiais estão empenhadas, monitorando e investigando todas as denúncias. “Desde os primeiros episódios, a Secretaria Estadual de Cidadania e Segurança Pública organizou tanto a Polícia Militar, quanto a Polícia Civil, e nós temos um aparato todo disponível e focado para que a gente consiga debelar eventuais ataques. Agora, é muito importante a participação ativa da sociedade, tanto prevenindo a disseminação de fake news, quanto colaborando ativamente com as forças de segurança”, argumentou.
Por fim, Yara defendeu que os pais não deixem de levar seus filhos à escola. “Crianças e adolescentes têm que estar na escola. As escolas estão monitoradas, estão com seus protocolos de segurança redobrados. Pais, estejam vigilantes, participativos e atentos. Não podemos dar importância, magnitude, e dizer a esses autores nocivos que eles estão ganhando o jogo. Esse fenômeno irá passar, é óbvio. Mas, a gente precisa, por hora, fazer o pronto combate, pronto enfrentamento, para que isso não se dissemine”., disse.
Uma nova reunião ficou agendada para a próxima quarta-feira, dia 19 de abril.
Fotos
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 14 de Abril de 2023, às 14:35