O ex-prefeito Melki Donadon (PTB) disse, com todas as letras, a um de seus mais antigos e fieis aliados na cidade: ainda hoje vai entrar na campanha, substituindo o advogado César Stefanes, que havia sido escolhido candidato na convenção de quatro partidos: o próprio PTB, o PMDB, o PSDC e o PSL.
De acordo com o comerciante José Gonçalves de Oliveira, o “Seu Dedé”, Melki disse pessoalmente a ele que vai mesmo entrar na briga. “E pode apostar: com ele na disputa, a eleição muda”, entusiasma-se o veterano militante, que é filiado ao PSC do vice-prefeito Jacier Dias, companheiro de chapa do prefeito Zé Rover (PP) pela segunda vez, mas garante que está com Melki “para o que der e vier”. 
O FOLHA DO SUL ON LINE apurou junto a outros aliados de Donadon que ele está mesmo disposto a anunciar sua candidatura, apesar do o risco de ser barrado ou sequer assumir, em virtude de problemas na justiça. Um candidato a vereador na coligação do petebista explica que o anúncio da entrada dele na disputa pode acontecer hoje para que seu nome e sua foto sejam colocados nas urnas eletrônicas, que serão lacradas no domingo.
Advogados ligados a Rover e ao deputado Luizinho Luizinho Goebel (PV) adversários de Melki, já admitem que ele pode mesmo conseguir se registrar para a disputa. Duvidam, porém, que consiga ir muito longe, já que tem pelo menos três condenações por decisões colegiadas, o que o torna alvo da Lei da Ficha Limpa.
O site ligou para o próprio Melki, que mais uma vez desconversou. Disse apenas: “Deixa Deus agir. O que for da vontade dEle, será feito”.
Apesar da escapulida do petebista, o FOLHA DO SUL ON LINE tem informações seguras de que ele prepara uma grande caminhada para amanhã. O evento vai acontecer na avenida Paraná e vários simpatizantes de Donadon foram chamados. Entre eles, Seu Dedé, que garante: “Tenho certeza de que o Melki vai anunciar que é candidato”. Assim como o velho “melkista”, vários aliados dele estão entusiasmados com a novidade, que pode ser divulgada nas próximas horas. Donadon está reunido com seu grupo neste momento e vem sendo pressionado a aceitar a empreitada: “O que você tem a perder?”, argumenta um dos que trabalham pela candidatura, ainda que sob risco de reveses na justiça.