Na madrugada de sábado, 13, a braçal Josilene Soares da Silva, de 33 anos, deu entrada no pronto-socorro do Hospital Regional de Vilhena. A mulher, que é diarista numa fazenda a 35 quilômetros de Vilhena, sentido Juína (MT), apresentava indícios de envenenamento. Casada com um funcionário público e moradora do Setor 19, Josilene confessou, durante o atendimento médico, que ela mesma havia ingerido parte de um frasco de defensivo agrícola que estava guardado no barracão da propriedade.

De acordo com a paciente, sua atitude foi motivada por uma discussão com a irmã, Joelma Soares da Silva, 39, que trabalha com ela na fazenda. O desentendimento teria acontecido porque o irmão das duas braçais teria matado o marido da irmã mais velha (Joelma) há três meses, desferindo-lhe várias facadas. A própria viúva testemunhou o crime, que aconteceu em Chupinguaia.

Os médicos que atenderam Josilene perceberam que ela tem tendência á depressão, situação agravada pelo fato de precisar trabalhar na roça para ajudar o marido, além de saber que a irmã irá testemunhar contra o irmão, que está foragido desde que matou o cunhado.

No mesmo dia em que deu entrada, Josilene deixou o hospital, mesmo sem receber alta médica. Segundo os médicos que lhe prestaram socorro, a mulher sobreviveu porque a quantidade de veneno ingerida por ela foi pequena, mas há hiótese de ela sofrer sequelas decorrentes da ação da substância ingerida.