Pacientes que buscam atendimento se irritam com a demora
Junto com o presidente da Câmara Municipal, Celso Machado (PL), e a diretora administrativa do Grupo Chavantes, Alanny Paula Neto, o vereador Éliton Costa esteve na UPA de Vilhena, que na noite desta terça-feira, 14, estava superlotada.
Pacientes já haviam enviado imagens do local, onde havia um homem sangrando, uma mulher quase desmaiando, e outra gemendo de dor. Quem buscava atendimento no local se queixa da fila quilométrica e da demora para que as consultas fossem feitas.
Os dois vereadores e a executiva da Chavantes conferiram “in loco” o problema que, segundo eles, começa nos postinhos de saúde, cujo atendimento contribui para manter a UPA congestionada. Eles foram recepcionados pelo diretor do estabelecimento de saúde, Kallebe Dourado.
Um texto produzido por sua assessoria, com a chamada “UPA pede socorro: sobrecarga expõe fragilidade da atenção básica”, e enviado por Éliton à redação explica a situação. Junto com a mensagem, veio também um vídeo no qual eles abordam o “caos” na unidade. CONFIRA ABAIXO, na íntegra.
“A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) enfrenta um cenário de constante sobrecarga, com aumento no tempo de espera e pressão sobre os profissionais de saúde. Parte dessa demanda poderia ser atendida nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), desde que estivessem funcionando de forma eficiente e com capacidade para absorver os casos de menor complexidade.
A atenção básica é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como papel prevenir doenças, acompanhar pacientes e resolver a maior parte das necessidades de saúde da população. Quando esse atendimento não ocorre de forma adequada, muitos cidadãos acabam recorrendo à UPA, mesmo para situações que poderiam ser resolvidas nos postos de saúde.
O resultado é uma unidade de urgência e emergência sobrecarregada, profissionais trabalhando sob forte pressão e pacientes enfrentando filas e demora no atendimento. Enquanto isso, quem realmente necessita de atendimento de urgência também sofre os impactos da superlotação.
Fortalecer a atenção básica, ampliar o acesso aos postos de saúde, garantir equipes completas e melhorar a gestão da rede são medidas fundamentais para desafogar a UPA e oferecer um atendimento mais ágil, eficiente e humanizado à população. A saúde pública precisa funcionar de forma integrada para que cada unidade cumpra seu papel e o cidadão receba o atendimento adequado no momento certo”.
CLIQUE ABAIXO e assista o vídeo.
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Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 14 de Julho de 2026, às 22:38