Com a nova ferramenta virtual que permite a qualquer eleitor vilhenense acompanhar os gastos dos vereadores, começam surgir números que causam espanto. Os dados financeiros da Câmara estão sendo divulgados através do Portal da Transparência, uma exigência legal que ameaça impedir repasses, caso não seja adotada.
Através da página virtual (http://camaravilhena.com.br), pode-se constatar, por exemplo, que desde o mês de janeiro, a cada 30 dias o parlamento local recebe, para manter suas atividades, exatos R$ 491.869,00.
Isso significa dizer que cada vereador custa ao contribuinte vilhenense a bagatela de quase R$ 50 mil reais por mês. Claro que os edis não recebem diretamente essa fortuna. Os valores incluem o pagamento de assessores, o recolhimento previdenciário e a quitação de contas de telefone, água e luz. Também bancam as viagens, tanto dos próprios donos de mandatos quanto de assessores.
Além do mais, se tem uma coisa da qual os vilhenenses não podem se queixar é dos resultados deste investimento. São várias conquistas importantes que a cidade vem obtendo, graças à atuação dos parlamentares que, inclusive, frequentemente são obrigados a fazer o sacrifício de viajar para outras cidades e até para Estados distantes. Pior: nesses deslocamentos, têm que se virar com uma ninharia por dia, cobrindo as despesas com recursos que vão de R$ 350 a R$ 450. Mais terrível ainda: muitos edis se vêem impossibilitados de viajar sem levar um assessor a tiracolo. Mas compensa tamanho desgaste: o bate-pernas sempre rende algo de bom à cidade, como comprovam as centenas de obras e investimentos que eles trazem.